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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Um pouco de Lú e Criação

Como já escreveu Shakespeare e muitos outros na história: '' Há mais de seus pais em você do que você supunha.''
Desde pequena, acompanho o jeito de ver o mundo do meu pai. Ele sempre contava das experiências no universo colorido dele. Ele gostava de fazer testes disfarçados de brincadeiras para que eu e meus irmãos soubéssemos  observar o mundo. Sempre nos disse que as ideias mais brilhantes da humanidade vinham de simples observações quase obvias, nas quais ninguém ainda havia percebido.
Certa vez, por volta dos meus 6~7 anos, a minha televisão havia estragado e ao invés de mandar ao concerto, ele me disse que procurasse algo que eu gostasse de fazer. Então eu peguei uma folha e os poucos lápis de cor que eu tinha e comecei a desenhar o que eu via. Quando eu mostrava pra ele, ele me fazia olhar de novo para o que eu havia desenhado, e me perguntava por que eu havia de ter desenhado um retângulo se tinham vários lados? Então me ensinou a desenhar as coisas como realmente são, com perspetiva.
Aos oito anos, ele conseguiu pra mim aulas de arte terapia para que eu desenvolvesse a criatividade e aprendesse coisas novas. Eu ajudava ele as vezes a brincar com as palavras compondo frases objetivas e diferentes nos slogans para os trabalhos dele.
Eu sempre soube que podia contar com a ajuda dele para absolutamente qualquer coisa. Passamos muitas tardes falando sobre como são as pessoas e como é o mundo. Ele gostava de brincar sobre como as vezes são incrivelmente estúpidos os egos humanos, e sempre que eu tinha um problema, ele jogava frases ao vento para que eu as ligasse e pensasse como selecionar a questão. Com dias mãos, dois olhos, dois ouvidos e uma boca, há de se fazer qualquer coisa. É só deixar os egos pra lá e brincar com a inteligência.
Há uma frase pela qual eu sou eternamente apaixonada que diz: ''Você é tão mais doce que o chocolate que basta colocá-lo em tua boca para ver quem se derrete por quem.''
Eu nunca vou esquecer da gente meditando juntos no templo budista, ou fazendo brigadeiro para em seguida ver séries ou mesmo nesta quarta passada que eu me senti mal na escola e ele veio de longe para ver como eu estava e me fazer cafuné até dormir.
Pensador, escritos, desenhista, psicologo, cozinheiro, designer de produto, o lance lá das relações humanas... Não, ele não foi nada disto, mas por mero diploma. Como web designer, ou agora como gestor ambiental e como meu pai, ele é o melhor do mundo naquilo que faz.

Beijos, D.

Um comentário:

  1. um belo pai, belas raizes de aprendizagens. Tu és terra fértil. Um ser sensível. Dantara. Sempre.

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