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segunda-feira, 5 de novembro de 2012


 As lágrimas abstratas do céu nublado se abraçavam nos meus sonhos. O sol acanhado, pestenejava aos meus olhos. As flores pareciam se deitar pelos galhos alheios em plena perfeição. A relva se estendia tão verde e ofuscante como a mais bela esmeralda. As árvores tinham os ramas incrivelmente cruzados como renda delicada. A neblina bailava deslizante, envolvendo-se com toda a beleza. O canto distante de alguns pássaros soavam como arpas douradas no céu.
 Uma folha, uma mera folha, o quão linda ela pode ser? Minusculas ramificações entrelaçadas e arqueadas desenhando em linhas curvas, ligando-se umas nas outras...

Quebra-se meu coração como vidro fino ao enxergar os olhos cegos que passam sem perceber.

Imagine quanta arte se perde aos olhos que não querem ver e fazer da natureza muda.

Beijos, D.