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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A primeira rosa após o outono



O ardo suplício de teu corpo enfadava-se a minha aura esvaecida de paixão. No gracejo de seus olhos doentios, dominava a ternura e o carinho.
Teu suspirar tremente fez-me tragar a melodia de teus encantos. Possua em ti, o calor do amor que queima em meu peito. Em ti foi, depositado a divindade de minha alma. Que ninou teus demonios no leito materno de minha lamuria. Tua pele possuía o aroma das vastas doçuras do vão.
De tua beleza acalentei os sons do silencio, varridos pelas lágrimas da noite que soavam em meu corpo, a perdição eterna. Perdi-me nos teus traços, no limite dos céus que nos separam.
Podia sentir teu afago em minha pele quando as palavras me sufocavam em puro desejo. Entre gritos estremecidos ouvia-se os fantasmas dançando com nossas almas. Aflora em teu fervor maldições soturnas que adormecem no fogo de teu vazio. Sinto morrer lentamente sem o veneno sedoso de teus lábios.
Presos e sufocados pelo escarlate nos acolhemos incrédulos. O rubro cobriu as pétalas das rosas brancas que deixei. No rastejar da morte encontrei, o fardo vil que possuia. Para cobrir minhas próprias lacunas,trouxe pra ti meu amor. Que num simples olhar compreendeu, e em mim deitou suas lágrimas. Para que de amor possamos morrer.

Beijos D.

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