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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

the hell ~~ I

Jazia o trucidar abominável do rubro delirante envolto ao olhar penetrável de Sasuke. A maldição, ou bênção, vinda do inferno para a invocação de demónios, cujos poderes malévolos submetem suas presas a dor e lamuria eterna. O Sharingan. O cadeado infernal concedido pelo sangue sagrado. Porta de ambições eloquentes, dádivas negras...
Sasuke sabia, consigo carregava a destruição. Tanto o tremor de sua caça, quanto a perseguição assombrosa.

Andava com relutância, ele não sentia medo, mas podia sentir o cheiro da carcaça misturada ao tragar da névoa sombria. Á ermo, continuava em devaneio por entre as árvores. Podia jurar sentir o sopro da morte gelando sua pele clara.

Seu coração, por dentro de uma mortalha, acalentado pesava. Era como carregar um pedaço de gelo no peito.

Sua ira adormecia com sua aura violeta por de trás da frieza. Sasuke preferia cegar-se a fornecer a este pedaço de perdição, sentimentos puros. Faltavam-lhe as cores. Sucumbiam em sua alma apenas as sombras se ponderando do vazio esquecido.

Enquanto adentrava a floresta, hesitava em lembrar de seu passado. Não deixaria que o ódio o invadisse, não neste momento. Precisava ser calculista, precisava dominar a criatura vinda da vasta escuridão. Suas lembranças, se afloradas, poderiam o retardar, o deixando fraco por alguns instantes. Uma brexa significativa para o caçador das sombras.

Num fraquejar momentanio, um punho sangrento agarrou seus tornozelos derrubando-no ao chão. Sasuke pegou rapidamente sua kunai do bolso e cortou a mão que o segurava, derramando sangue negro sob a relva seca.
De repente, percebe o sangue escorrendo por feridas em todo o seu corpo.
Malditos.
Olhando em volta, percebe láminas ponti-agudas cravadas por de baixo de seu corpo e ao seu redor. Antes que pudesse se levantar, um vulto preto passa por cima de si e o ataca no plexo com uma faca afiada. Seu chakra fugiu de seu corpo por alguns segundos, e, num piscar de olhos, Sasuke estava deitado num campo devastado. De natureza morta.

Serrando os dentes, ele se levantou em defesa, pronto para qualquer armadilha.

'' Jamais baixe a guarda. '', lembrou.

Um som agudo ensurdecedor começou a soar em seus ouvidos, obrigando a cobri-los com as mãos, ajoelhando-se e contorcendo-se.

'' Sasuke! ... '' O rosto de Hinata banhado a lágrimas invadia sua mente. Sua unica fraqueza, a salvação de seu terror. A beleza de seu mero mundo macabro.
Doce flor de lotus..., pensou ele.

Tudo começou a rodar, sentia-se tonto, agoniado. As lembranças passavam de pressa por sua mente. Hinata defronte ao rastejar inerte e vil das almas penadas se corroendo em busca desesperada por força vital.
Num delirio constante, podia sentir o gosto sabosoro da pele fresca dela... Sentiu vontade de gravar suas garras e devora-la naquele instante. De ódio. De amor distorcido. De desejo. Enterrar seus demonios no carinho que lhe era proporcionado. Na delicadeza das flores que lhe eram trazidas, e nos beijos que lhe eram roubados.

Sangue. Muito sangue. Todo o liquido sagrado era jorrado pelas paredes e pelo chão de sua casa. No permeio silencioso, o terror invadia. A lua tornava-se sangrenta. O eco dos gritos de dor podiam ser ouvidos pelas paredes. A criatura horrenda havia devorado o local e cuspido o remanescente medo.

Beijos D.

domingo, 23 de outubro de 2011

Atrás de você

Eu lembro, dos seus olhos me procurando ao amanhecer... Eu me lembro, de como você dormia silenciosamente em quanto eu chorava na janela. Na verdade, eu nunca vou entender ao certo por que chorava. Nós vivíamos correndo pela guerra e ao final do dia, nós sempre sentávamos para ver o céu se pondo imaginando os anjos do céu.
Não entendo como aconteceu, mas você sumia atrás de mim. Não entendo como aconteceu, mas eu sumia atrás de você.
Andava pelas ruas pensando e tentando compreender por que você estava tão distante. Com suas memorias, com minhas angustias. Talvez você quisesse que eu entendesse, sozinha. Eu não te impedi de ir. Eu senti raiva. E você se foi. Por mim. Por você. Eu fui egoísta, eu condenei você.
Minhas palavras se quebraram na tua boca, eu morri tantas vezes até conseguir viver. Eu deitava no chão e me perguntava o que estava faltando. Eu tinha tudo o que precisava. Mas não precisava de tudo o que tinha. Eu precisava de tudo o que rejeitava na hora. Eu precisava de mim e você também precisava. Não daquela que me tornei precisando de você. Depois de muitos gritos e beijos, só restou o meu medo, e ele assombrou não só a mim. Eu só precisava aprender... Mas eu não tive tempo para isso. Alguns erros não podem ser corrigidos, basta saber, se o que sobra é o suficiente para os dois. No nosso caso não foi. Nunca foi. Eu te amava o suficiente pra partir, mas não o suficiente pra te deixar ir embora.