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sábado, 3 de setembro de 2011

Noite perpétua

Em teu seio me guarda
Em tua vertigem me embala
Meus demonios, desintegra
O meu Eu, enterra.

Descansa silenciosamente
nestes olhos adormecidos
Suas irmãs amadas
pelo vento dançaram

Noutro raio violeta
secaram-se as fontes
Revogou-se em sua alma
dormiu placidamente
em mim.

Dissipou-se pelo ar
derramou-se na noite
A noite do luto.

Numa terra aonde todos fogem
esbanja-se o luto poente
galgaram a aurora

Transformaram-se nos pensamentos
perenes ao sol da noite
de um velho poeta.

Beijos D.