Páginas

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Hist. A maldição da aura negra Part I


As trovoadas de minha ira, fulminam por de dentro de minha pele. A lenda sanguinária nunca morre. E éramos as próximas vitimas. Nossos rostos derretiam banhados por nossas lágrimas ácidas. Fomos acorrentados á este eterno lúgubre.
- Almejas eternizar vossa alma soberana Criatura concretizando tal espelho mentiroso sob nossa imagem. Enevoando nossos olhos para um sob mundo caótico, petrificando-o e amaldiçoando-o.
Vosso mundo maculado afundas no Apocalipse. A visão deslumbrada do sangue farto escorrendo sob os corpos moídos pelo fraquejo alimenta seu olhar, torna-te robusto. Porém, sobrevives de almas penadas. Impedirei vossa passagem pelo portal da virtude para que jamais possas vislumbrar uma alma que não lhe pertence.
Um silencio absoluto reinou perante a mim.
Minha fronte quebrou-se em mil pedaços derramando-se sob o chão. Uma máscara foi destruída, revelando assim mais uma camada. Uma lacuna formou-se em minha aura tornando-me branda.
Após pontadas de dor, clamei apavorada por piedade. Tombei ao chão amargurado sendo perfurada por laminas afiadas e compridas de relva.

Um lampejo violento cortou os céus cegando-me por breve momento. A maldição foi quebrada.
- Retires tuas palavras, tola. Após quebrada, a maldição torna-se vulnerável por pouco tempo. Porém, se não conseguirmos quebra-la por completo ela se tornará eterna. - Exclamou desesperado o cavaleiro da luz.
- De quanto tempo falas cavaleiro?
- Até que a Criatura consigas duzentas almas. Meu sangue se agitou e brasas fizeram-se dentro de mim. Temos pouco tempo donzela!
As rosas do campo encontram-se apodrecidas. Não só elas. Estávamos agora em um terreno completamente vasto.
O cavaleiro percebendo minha abominação explicou:
- Quando o processo de restauração da lenda é iniciado, todas as almas acalentadas se tornam livres para fazer todo o horror que desejarem no mundo humano.
- Este... É meu lar! Protestei derramando lágrimas na sepultura de seu mundo desejando jamais indagar na terra dos mortos.
- Faremos o possível donzela. Apesar deste cenário horripilante, sua beleza acalma meu coração.
- De que adiantas carregar esta bênção, se ela de nada serve para resgatar meu lar das garras de uma maldição? Não possuo a força, não possuo a destreza e não possuo a inteligência necessária para salvar meu mundo da perdição. Lamentei com uma voz abafada encharcando assim, minhas vestimenta de seda digna dos nobres.
- Tens a coragem. És uma guerreira Daíra, se assim me permites chama-la.
- Obrigada. Estamos em uma batalha que definirá o futuro dos humanos, não preocupa-te com formalidades, Said. Ofereci um sorriso majestoso ao cavaleiro que até então, havia se mostrado de confiança.
Começamos a seguir por uma trilha esquecida na estrada da morte. O nobre cavaleiro não largara a espada de ouro, presente de seu Deus, nem por um instante. Clamava ele, que protegeria-me com sua vida. Prefiria pensar, que trilhavamos este caminho para -talvez- as asas da morte, juntos. Não como protegida e guarda. Desde de que abri os olhos para este mundo miseravel no qual aprendi a amar, todos vem me protegendo com suas almas por ter nascido de um ventre sagrado. Porém, gostaria eu, de dar minha vida pelas jovens almas doces, pelo meu lar.

Continua...

Beijos D.