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segunda-feira, 4 de julho de 2011

As guerras me oprimem. O amargo sabor de uma lágrima. A doença de um amor perdido. Me acuda. Estou tão perdida. Estou tão recuada.
Como seu amor pode ter sido enterrado em tão poucas noites? As pétalas das rosas que você me deu, caíram aos poucos. As raízes foram arrancadas e só sobrou o vazio. Um borrão escuro em um quanto qualquer. Desola-me. Resgate-me querido.
Eu servi sua alma. Eu te alimentei de amor; Te explorei e te desejei. Te descobri.
Eu sempre acabo engolida por provas de uma salvação despedaçada. Um refugio abalado.
Eu poderia quebrar todos estes símbolos cristalinos. Mas o meu maior desejo é quebrar a mim.
Nunca me senti tão incompleta. Como ousas negar suas palavras a mim?
Não me corroa com seu silencio. Não sabe o quanto doí. Não fique parado, diga-me logo, diga-me, ''Adeus'', basta dizer. Não torture-me. Imploro-te.
São minhas as palavras que lhe cegam. São meus os lábios que desejas. Como ousas me negar?
Possuído por um medo absoluto, isto levou-o a fugir?
O tormento medonho vem me capturado, e pareces ser meu guia em um corpo esbelto e atraente. Alucinada por sua fragrância. Enfraquecida por seu domínio. Perdida em teus olhos.
Nega-me pelo vazio que contorna meu ser quando deita-se e adormeces sozinho. Nega-me pela pele gélida que pulsa e arde querendo o atrito de seu corpo contra o meu.
Preferes acalentar o sufoco e o anseio que passas em teu peito?
Perdeu-se entre um olhar e outro neste manto infinito?
As estrelas já surdas de gritos estridentes de dor, o sol já ofegante de tantas lágrimas e sangue desperdiçados, e a lua, sábia, apenas a observar.
Restou-me a ternura de lembranças falhadas, restou-me palavras mentirosas, restou-me este amor acumulado dentro de meu peito.
Abandonaste os restos á meus olhos, por preferir engolir todo amor que lhe dera um dia.

Beijos D.

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