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sábado, 21 de maio de 2011

Seu pequeno pedaço de perdição



Eu vivo em um paraíso, tão límpido e laureado, mas falta sua alma.
Você enxerga as lágrimas na minha ausência? Você percebe meu espírito chorando em quanto você morre? Você sente meu corpo sem vida suplicando por sua permanência?
Deite-se e comece a ninar para seus demónios. Adorne meu paraíso com coração. Eu posso conter todo o ouro deste mundo, eu posso conter todas as riquezas, mas nenhuma se compara ao seu sorriso.
A lua chora comigo durante toda a noite e me banha com sua luz prateada que ilumina seu rosto neste pequeno pedaço de terra isolado até que o sol apareça e eu volte a fingir que nada sangra aqui dentro. Até que eu me cubra com um manto de flores e finja que eu adormeci na noite passada e acordei perfeitamente adornada.
Eu rastejo até um lugar que eu me sinta segura para passar o dia esperando até que a noite caia e eu volte para sua sepultura. Eu carrego em meus ombros toda esta dor, toda esta angustia e as minha memorias de você.
Eu recuo de meu próprio céu.
Como posso andar por este paraíso se você permanece perdido em algum lugar entre os mortos? Os lirios foram despejados em seus pés, como você pode pisar em cima das minhas palavras?
Eu sinto seus fragmentos em todo ar elemental que toca meu rosto. Eu sinto sua presença quando me refugio de mim mesma. Em quanto eu me refugio de sua alma.
Enterrando seus segredos com você, segredos que permanecem em mim. Deixando um fragmento de seu coração comigo. Jurando me proteger. Você não pode me abandonar, você não pode abandonar a si mesmo. Eu mantenho meu rosto frio e reprimo minhas lágrimas. Meu coração pulsa soterrado. Onde ninguém ousou pisar, de onde nenhuma alma pura voltou. O lugar, governado por almas melancólicas, com sede de força vital.
Não se perca na luz das estrelas, não se encontre no sangue ardente da escuridão.
Me espere neste pedaço de inferno, me espere no refugio que você encontrou para seu corpo. Eu preciso te salvar.

Beijos D.

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