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domingo, 29 de maio de 2011

O murmúrio de uma estrela


Ninguém percebe, o sufoco no meu silencio. Ninguém percebe, que o sono foge de minhas mãos todas as noites. Ninguém sabe, que a minha força se tornou sólida demais para segura-la e escorreram por meus dedos caindo diretamente para eu chão que eu temo. Este chão tenebroso irá me sugar e me engolir até que me falte o ar, e não sobre nada para respirar a não ser a mim mesma, sobreviver de minha própria carne e força. Eu temo esta escuridão que me cerca todas as noites. Me encolho e, estremecida, escuto as criaturas zumbindo em meus ouvidos. Na minha cabeça.
Desolada, amarrada em minhas próprias angustias, ferida por minhas próprias garras. E eu desejo, devaneio a estrela mais brilhante do sol entrelaçada ao meu coração, para afastar tudo o que sinto dentro de mim. Para limpar toda esta confusão e acalmar os gritos que procuram enlouquecidos pelas lembranças mais estonteantes desabrochando todas as vozes e todas as palavras que por tanto tempo eu tentei esquecer, que por tanto tempo eu tentei evitar. E eu sentia o tempo passar por mim, mas apenas por minha pele. Eu sentia o tempo voando e distorcendo meus olhos. Por tanto tempo, até que surgiu em mim, um fantasma que passou a vagar todos os dias pelas estradas e pela memorias da minha mente. Ela guardou consigo tudo o que eu deseja descartar. Ela colheu cartas e as palavras mais duras, ela levou consigo todas as lágrimas e as guardou em seu pequeno coração perfurado. Mas seu coração não foi suficiente, e tudo veio a tona em mim.
Junto de tudo, as ondas violentas de amargura dos lagos perdidos e escuros que eu criei trouxeram a margem, uma palavra tão linda que preferi esquecer por saber que não era minha. Mas talvez seja, na verdade, a única palavra que combina perfeitamente com as almas do coração destes lagos. A única que se molda indescrítivelmente a mim. A única palavra que desenterra e aflora tantas melodias e tantos paraísos. Inexplicavelmente, se tornou minha. E por tanto tempo escondida, faisca e se faz em chamas de amor, tornando-se assim, a minha estrela. A única que eu preciso. Para poder voar livremente sobre estes céus que se acostumaram com a dor. Para poder me enrolar neste manto protetor e poder aquece-lo junto a mim.
E por tanto tempo, estas palavras continuaram perdidas em minhas memorias. E sua ausência fez surgir então, este grande oceano de sombras. Revirou meu pequeno mundo, misturou tudo aquilo que levei anos para dividir e criou um buraco imenso.
Mas agora, eu vejo tudo claramente. Isto tudo irá se reconstruir com o tempo. A serenidade irá se penetrar em cada pétala, em cada grão de areia. Pois tudo isto está sendo banhado pela luz de minha mais poderosa estrela.

Beijos D.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma parte de mim


Eu ainda não aprendi, a conviver com isto, eu ainda não esqueci tudo que aconteceu neste mesmo lugar. Mesmo sabendo que caminho para minha própria dor, eu continuo andando pela escuridão. Me parece mais fácil se acostumar com toda esta dor que queima minha pele e me faz arder em ódio e amargura.
Durante o dia, a criatura mais sorrateira e ordinária me caça, eu corro apavorada. Mas a noite, ela me possui, ela me domina, ela me envolve, e eu deixo de ser eu mesma, pelo menos a parte de mim que eu conheço. Eu não reconheço o olhar frio que possuo. Eu não entendo como meu coração pode apodrecer assim que a noite cai. As minhas madrugadas são eternas. Permaneço acordada espalhando a dor. Eu me vingo, de todos os demónios que me atormentaram por tanto tempo. Por que eu não consigo parar? Uma parte de mim grita em quanto a de fora continua a beber lágrimas de sangue. No fundo, eu só quero resgatar todas as almas aprisionadas no mundo dos mortos. Antes, que este chão me devore. A minha caçada começa. Eu continuo a gritar mas as trevas em mim me ignoram, eu tento desesperadamente dominar meu corpo e fugir do caminho sórdido no qual me encontro todas as noites. Sangue se torna apetitoso o suficiente para me permitir prova-lo. Eu busco as forças da noite e me alimento deste luar sombrio. Me alimento das almas penosas.
As vozes se esvoaçam aos meus ouvidos. Parem! Os sussuros suplicam pela vida. Eu os ignoro e isto só aguça minha vontade de devora-los e devolve-los para o inferno. Seus gritos se tornam musica para meus ouvidos, cantem para mim, cantem para mim.
Acabo de me tornar uma escrava da escuridão. Acabo de ser amaldiçoada pelos mortos. Os caço a noite, e sou caçada ao dia.
Adormeço sobre o leito destes lagos negros. E acordo no ponto de partida. É dia, e meus demónios se foram. Minha caçada termina, quando a lua não aparece, eu me torno mais forte. O sangue escorre por minha boca e por meus dedos. Como posso me tornar tão demoníaca quando o sol mergulha nos rios?
Todos os dias, eu temo pelas noites, e na verdade eu sei. Realmente sou eu, querendo continuar viva, roubando os corações alheios. E eu me odeio por isto.

Beijos D.

sábado, 21 de maio de 2011

Seu pequeno pedaço de perdição



Eu vivo em um paraíso, tão límpido e laureado, mas falta sua alma.
Você enxerga as lágrimas na minha ausência? Você percebe meu espírito chorando em quanto você morre? Você sente meu corpo sem vida suplicando por sua permanência?
Deite-se e comece a ninar para seus demónios. Adorne meu paraíso com coração. Eu posso conter todo o ouro deste mundo, eu posso conter todas as riquezas, mas nenhuma se compara ao seu sorriso.
A lua chora comigo durante toda a noite e me banha com sua luz prateada que ilumina seu rosto neste pequeno pedaço de terra isolado até que o sol apareça e eu volte a fingir que nada sangra aqui dentro. Até que eu me cubra com um manto de flores e finja que eu adormeci na noite passada e acordei perfeitamente adornada.
Eu rastejo até um lugar que eu me sinta segura para passar o dia esperando até que a noite caia e eu volte para sua sepultura. Eu carrego em meus ombros toda esta dor, toda esta angustia e as minha memorias de você.
Eu recuo de meu próprio céu.
Como posso andar por este paraíso se você permanece perdido em algum lugar entre os mortos? Os lirios foram despejados em seus pés, como você pode pisar em cima das minhas palavras?
Eu sinto seus fragmentos em todo ar elemental que toca meu rosto. Eu sinto sua presença quando me refugio de mim mesma. Em quanto eu me refugio de sua alma.
Enterrando seus segredos com você, segredos que permanecem em mim. Deixando um fragmento de seu coração comigo. Jurando me proteger. Você não pode me abandonar, você não pode abandonar a si mesmo. Eu mantenho meu rosto frio e reprimo minhas lágrimas. Meu coração pulsa soterrado. Onde ninguém ousou pisar, de onde nenhuma alma pura voltou. O lugar, governado por almas melancólicas, com sede de força vital.
Não se perca na luz das estrelas, não se encontre no sangue ardente da escuridão.
Me espere neste pedaço de inferno, me espere no refugio que você encontrou para seu corpo. Eu preciso te salvar.

Beijos D.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Boneca de porcelana



Quando eu sentir um aperto no meu coração, eu sei que você vai estar aqui para e fazer eu me sentir melhor. Quando a dor me rodear e eu me afogar nas minhas lágrimas, eu sei, que você estará aqui. Você deu sua palavra e acredito em você. Quando meu rosto se quebrar eu sei que você irá me ajudar a juntar os cacos derramados pelo chão frio. Deixo meu coração quebrado com você, ele vai se recuperar, cada vez que você olhar no fundo dos meus olhos de vidro e me der esperança de que voltarei a vida um dia. Toque minha canção meu amor.
Junte meus pedaços, eu vou voltar a vida um dia. Junte meus pedaços, eu vou voltar a vida um dia.
Eu sou uma boneca de porcelana. Mas tenho um coração em meu peito. Eu não quero ser quebrada, não de novo, eu confio meu coração a você. Você pode me trazer a vida, acredite. Cole meus cacos e eu cuidarei de seu coração doente. Toque nossa canção querido, cante para mim, cante para mim.

Beijos D.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O vazio que há em mim.


Ele não vai voltar, eu sei. Só o que tenho comigo são os restos e vestígios. Eu carrego comigo apenas os fantasmas que ele deixou para trás. Os pedaço de meu coração partido jogados pelo caminho alheio. Ele fez uma trilha com meu coração. Para onde ela vai? Aonde está o ultimo o pedaço? Ele adora jogar. Eu me tornei um fantoche fazendo tudo o que ele quer que eu faça. Ele manipula meus movimentos, não tenho mais domínio sobre meu próprio corpo! Meu próprio corpo! Me tornei um boneco desalmado? Não. Eu não poderia, bonecos não sentem dor! Seria eu então, uma boneca quase humana, que sonha em ser real?
Afinal, quem sou eu?
Eu vivo a espera dele. É quase inútil, eu sei. Mas não consigo evitar, temo não estar aqui, quando ele voltar. Mas ele sabe que eu estarei aqui, ele sabe que eu o esperarei para sempre em quanto tempo achar todos os pedacinhos de meu coração. E é por isto, que ele não volta. Diz ele, que largaria tudo por mim, é mesmo? Ele não está aqui agora.
O tempo se congelou, mas apenas para mim. Em quanto tudo parece igual dentro de mim, o tempo passa no mundo la fora. E o tempo vai continuar passando, em quanto vou me perdendo procurando meu coração. Mas está com ele.
Eu me sinto aprisionada a um tabuleiro. Jogue os dados. Jogue de novo. E eu continuo na mesma casa. Jogue os dados. Jogue de novo. E eu ainda não me movi.
Eu vou continuar esperando. Por que não esperaria? Não há mais para onde ir! Para que lugar posso ir se não for a estrada na qual o espero? Já estou aqui a tanto tempo, que considero este lugar um lar... mas para seus fantasmas. Eu me acostumei com este lugar, me refugia e me acolhe-lhe calorosa e suavemente. Mas, não é suficiente para refugiar meu coração e minha alma.
Muitos refugiados passam por aqui. Todos perguntam porque ainda o espero. E eu sempre respondo eu vou esperar o tempo que for, eu acredito, que ele vá voltar. Me sinto tola por ainda acreditar. Mas ele virá. Acredito em suas palavras. Talvez, eu nem esteja aqui a tanto tempo. O tempo fugiu de meu alcance e levou com ele muitas memórias. Talvez eu esteja aqui a pouco tempo, e cada segundo, lento e insuportável, tenha me soado como séculos.
Não sei porque ainda tento, tocar nas alucinações que vejo dele. Não porque ainda tento, chamar o seu nome. Ninguém ira ouvi-lo. Talvez ele desperte algo, mas não exatamente alguém. Eu tento gritar o nome dele, e ele ecoa como trovoadas violentas em uma tempestade de fúria. Após tanto insistir, a minha voz se aprisiona e, eu insisto, rasgando minha garganta e despertando a fadiga. Quando a dor, rouba minha voz. Quando a insistência, me torna muda.

A dor costuma fugir do canto aonde lhe aprisionei. Ela começa a consumir tudo que há dentro de mim, restando assim, apenas o vazio. E o pequeno pedaço de solidão que surge em mim se espalha e o veneno negro começa a correr em minhas veias, tirando o espaço para meu sangue quente. E assim, me dou apenas ao trabalho de chorar. Mas a dor não consome o amor que sinto por ele. Eu não teria tanta sorte. Mas se não o amasse, o que faria? Se não o amasse, para onde iria?

Talvez de certa forma, ele me distancie do abismo.


Beijos D.

domingo, 8 de maio de 2011

Um pedaço de você


Todas as noites eu sinto seu corpo aquecendo-me... Sinto nossas essências bailando em um lugar só delas, unidas por uma dança eterna. Por todos os traços e lugares, por todas as vibrações e pelas paisagens mais lindas. Sonhando juntas nume ternura e amor inexplicáveis, em uma eterna valsa que se arrasta pelo tempo sozinha.
Levante sua alma junto a minha. Eu não enxergo o mundo sem você. Andamos por muito tempo em caminhos incertos, continuamos deitados na parte escura do nosso paraíso olhando para o vão, mas sabe querido.. o inferno se tornaria perfeito se você estivesse junto a mim. O tempo se tornou sólido demais para nós dois.
Nos teus olhos eu encontrei o nosso real paraíso, e ele estará vivo para sempre.
Me carregue em seu coração. Eu vou cuidar de você meu amor. Nunca se sinta só. Eu estarei aqui. Olhe para a lua. Olhe para o infinito. Olhe para o tempo. Olhe para mim. Eu estarei respirando junto com você, em sintonia. Nós nos tornamos apenas um coração separado. Uma metade está com você, cuide bem dela. Não se afogue por favor, sabe como eu seria sem um pedaço de meu coração? Sabe o que eu seria sem um pedaço de você?
Permaneça respirando, você está nos meus pensamentos, você está nos meus sonhos...
 Continue caminhando. Sabe que no final você vai me encontrar. Guarde seu amor. Eu nunca mais quero me sentir vazia. Sussurre meu nome para este lindo luar prateado que está iluminando a nos dois. Eu continuarei sentada no chão esperando que a lua o guie. Chegue até meu coração, encontre-me, encontre nosso coração. A lua tem observado nossos passos, abaixo de nós dois ela brilha majestosa nos dando forças para continuar.
Meu amor por favor, continue andando contra a neve, nosso amor é mais forte que qualquer coisa. Nossos fragmentos juntos, irão derreter toda a melancolia desta noite gélida.
As minhas pegadas logo serão apagadas. Minhas memórias vão sumindo e se perdendo neste tempo infinito. As pessoas não irão lembrar nossos nomes. Ninguém irá se lembrar do amor que nos restava. Ninguém irá se lembrar da chama que ardia em nossos peitos e nos aquecia nos nossos invernos invernos. Os vestígios vão sumir, mas meu amor, continuaremos com nossos corações unidos até o final de nossas vidas, e após, nosso amor continuara registrado pela lua. Este luar será sempre nosso... sempre nosso. Você sempre será metade de mim, e eu sempre serei metade de você. Quando nossos corpos apodrecerem enterrados, mesmo que não estivermos juntos, o nosso amor vai continuar vagando por todo nosso caminho percorrido. Dançando... acima do chão que andamos juntos, bailando na lamuria e na felicidade que deixaremos para trás. A nossa historia não será contada por ninguém, ela não será escrita, e ninguém irá conhece-la. Mas ela continuará viva por estes passos, viva num espaço tempo preso em algum lugar desta terra, e será levada com o vento para todos os lugares. Nossa essência vai continuar aqui. Mesmo que ninguém saiba. Mesmo que ninguém nunca tenha visto. Este será um segredo de amor que o luar irá manter para si em sua beleza majestral.
Nossa historia continuará aqui. Mesmo que ninguém saiba, nossos corações batiam juntos, mesmo separados. E mesmo que nem nós mesmos não nos lembremos, nossos corações continuarão em sintonia.

Beijos D.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A donzela que vagava a luz da lua



Ela vivia refugiada, no alto das colinas em uma casa pequena e antiga. Pela janela, ela vê a brisa que baila sob as flores, ela escuta as ondas lutando contra os rochedos; Toda a imensidão do mar de segredos. Ela observa as nuvens desfilando pelos céus de um azul claro brilhante. Ela sonha ver de perto o pôr-do-sol, ver de perto as cores condensadas no azul libertador. Mas ela teme deixar seu aconchego.
Ela vive rodeada pelos próprios fantasmas. Carrega consigo um amor despedaçado. Vive dia após dia trancada durante o dia. A noite, ela vaga sob as colinas e envolve-se a noite escura, admira a lua. A lua está sempre iluminada, um pedaço divino, uma pérola no topo do céu que ilumina o caminho da doce donzela perdida dentro de si mesma. Por isto, a moça é conhecida como donzela da luz da lua, a amante desta luz sublime. Todos que se aventuram a caminhar por estas colinas a noite, presenciam suas lágrimas caindo. As lágrimas, vem de seu coração gélido, que derreteu na ardência de um amor, um amor no qual ela fugiu, um amor no qual ela teve medo, um amor que o tempo não levou. Seu coração, que costumava ser uma pedra de gelo, derrete cada dia mais. A donzela, temeu amar. Alegou ser forte. Alegou ser indestrutível. Alegou que o amor não podia toca-la. Mas tocou. Foi um destino no qual ela não pode correr. Foi uma dor que ela não conseguiu ignorar. Ela, que se dizia tão forte, se tornou a criatura mais frágil e doente deste solo fresco.
* * *
O sol mergulhou nos lagos negros, a lua subiu para seu lugar de mérito no céu, e a neblina já tapara as estrelas mais fracas, em quanto a luz da lua tremeluzia através dos véus de seda cinzentos que cobriam a melancolia da noite.
A donzela, fez sua caminhada até o alto das montanhas, para o mais próximo do céu. Ela andava em passos leves, andava sem firmeza, o vento harmonioso quase podia leva-la consigo, em vez disto, a tirava para dançar. Ela levantou as mãos para cima e rodeou de um lado para o outro, fazendo gestos suaves com as mãos e jogando os cabelos longos e negros ao ar,até que se sentiu exausta e se jogou na relva úmida pela gotas de orvalho, caindo assim de costas pro chão, tendo a perfeita imagem das constelações. Ela fechou os olhos e colocou as palmas sobre o rosto.
Eu esperei tanto, que me tornei o próprio tempo. E eu, continuo parada. Pensou a donzela em quanto revisava as circunstancias nas quais ela se encontrava.
Ela podia escutar o som, quase melódico, da fúria dos lagos intensos debatendo-se contra os rochedos. Um lago, que tenta desesperadamente engolir o resto da terra. Um lago de angustia, de tristeza. Um monturo de sentimentos abandonados. Infelizmente, A linda donzela não conseguia arrancar as raízes de seus sentimentos. E ela precisava fazer força para que eles não crescessem. A ausência de seu anjo lhe enlouquecia. E ela sabia que esta saudade seria eterna. Um pedaço dela estava escondida com ele, sem que ele soubesse. Aquele lindo e bravo homem, que partiu de sua vida, antes mesmo dela poder lhe dizer tudo aquilo que crescia em seu peito. E uma parte dela -ela tinha medo de quanto poder esta parte tinha- queria, desesperadamente, correr atrás dele. Mas era tarde demais. Ele se fora.
Ela se sentia revoltada consigo mesma. Ela tinha uma raiva forte e pavorosa, como trovoadas contra si mesma, que viviam guardadas nela, em sua coleção de sentimentos ignorados.
A donzela, novamente derramando suas lágrimas, levantou-se e caminhou até as margens do lago, e mergulhou nele como se mergulhasse em um abismo, como se mergulhasse em um pedaço de trevas. Ela quase se afogara por tamanho remorso que havia em seu peito.
Até o fim de sua vida, todos os habitantes e refugiados, a viam todas as noites, acompanhadas de suas lágrimas e seu coração, que agora se trasformara em pedaços de diamante, que não continham valor nenhum. Não para ela.
Suas lágrimas se tornaram irrevogáveis. Pois ela se arrependerá para o resto de sua vida, por não ter aceitado seu destino. Pois agora, se encontra em destino algum, afogada em anseio.

Beijos D.

domingo, 1 de maio de 2011


E quando um de meus anjos morre, um pedaço de meu coração é enterrado junto deles, e continua pulsando ao lado de seus corpos.

Beijos D.