Páginas

domingo, 17 de abril de 2011

A imensidão do céu



(foto tirada por mim)
Sentada em meio a chuva lembrando de cada detalhe de meu passado. De todos os sorrisos, de todas as lágrimas derramadas de baixo deste mesmo céu glorioso. De baixo daquela chuva cristalina, descartando lembranças e as jogando em um monturo oculto em minha mente, abre-se um céu divino acima de mim. Imensas perfurações naquele manto de névoa cinza esfumaçada e melancólico, como se uma faca o rasgasse com rapidez. Sob as brechas, uma luz verdejante tomou conta do dia. Raios de sol começaram a bailar pelo céu formando um espetáculo para aqueles que quisessem assistir, a luz esverdeada envolvendo-se com as nuvens que recuavam. Como retirar o brilho de uma jade e espalha-la pelo ar pairando sob nossos corações. Uma beleza divina e encantadora. Raios de luz como se vissem de um anjo.
O dia caiu diante das lentes de minha camêra, a noite pairou diante de meus olhos. Perfeito. Procurei pela lua para ver as nuvens dançando em volta de seu luar. Lua; A poderosa rainha noturna, dona das estrelas. Um clima sublime. A luz antes verdeada deu espaço a uma luz rosada quase vermelha. Dando um ar soturno ao céu. As manchas vermelhas pareciam sangue jorrado. Pareciam véus dançando com os ventos. Formando gravuras e desenhos um tanto quanto assustadores. Como pude passar tempos de minha vida presa a lamentações inúteis?
A vida se define de acordo com o coração de quem observa.


(fotos de minha autoria)


Beijos D.

Nenhum comentário:

Postar um comentário