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sábado, 30 de abril de 2011

Abraçando seus fantasmas


Eu sinto você tão distante de mim. Eu tento, eu tento esquecer que o dia está longe de mais. Você está vendo estas estrelas meu amor? Eu as observo todo dia, imaginando como seus olhos tão negros quanto a noite escura brilharam ao -las também. Doí esperar por seus sinais, ou não recebe-los. Você parece tão distante e tão próximo ao mesmo tempo. Eu sei que por mais que eu andasse por estas estradas geladas, por mais que eu fugisse de dentro de mim, eu não o encontraria. Onde poderia lhe procurar meu amor, me diga.
Você foi lutar contra o atrito que existe em você. Eu só passo meus dias esperando, esperando que sua guerra acabe e que volte para mim. Eu espero todos os dias por você, e mesmo que você nunca volte, eu vou continuar esperando. Nem a morte irá me separar de você.
Eu ando com pés pesados e uma dor imensa. Eu caminha abaixo destas estrelas, você está as vendo meu amor? Olhe para o seu, olhe para mim. Esta noite sublime, esta noite é apenas mais uma noite das quais enfrento todos os dias. E doí apenas esperar por você e não poder fazer nada.
A dor se afugentou do canto escuro e vazio que eu criei para ela. Eu continuei andando perdida por onde você me pediu para que vagasse, por que não consigo me encontrar em suas palavras. Você esqueceu de por placas meu amor, você esqueceu de me dar um mapa. Onde está meu coração? Onde está os fragmentos dele?
Sentada, abraçando meus joelhos, com lágrimas insistentes me sufocando, decidi levantar. Não para cair. Não de novo. Já estou muito machucada, eu não quero mais isso, mas como poderia fugir? Uma parte de mim está no final deste caminho perigoso e tentador. A névoa sublime passava por mim me perfurando com sua melancolia. E de novo, encontrei-me com meu silencio, encontrei-me com meus demonios. Deixei que as lágrimas secassem e fui para outra estrada que estranhamente envolvente, era confortadora. Era um refugio perfeito. Para algum lugar longe de suas sombras, fugindo para um abismo que desconheço. Algo deve me surpreender, a mesma dor estava me matando.
Uma estrada desconhecida. Me senti tão próxima de mim, tão próxima de meu coração. Me sinto mais perdida nas estradas habituais do que na perdição de estradas vazias e inexploradas. O mistério daquela rua me seduzia. A escuridão no final dela era hipnotizador. A euforia e a tentação me dominavam e transbordavam no negro intenso de meu olhar vertiginoso com sede de trevas.
Continuei vagando por aquele caminho sombrio. O único refugio no qual eu pude encontrar. Eu estava sendo caçada por mim mesma. Eu estava me caçando. Caçando meus demonios sanguinários, amantes da dor e da tortura.
Eu, um anjo, estava destruindo os monstros que haviam em mim, que insistiam a seguir aquela estrada antiga, um ermo. E dentro daquela nostalgia, minha aura clara e brilhante cegou o meu próprio espírito que não queria sanar meus ferimentos.
Com meu demonio temporariamente destruído, virei-me para correr para longe daquele lugar. Um vulto seu me fitou e disse:
- Eu te amo... Aguarde-me. Você ainda pode me esperar...? - Disse sussurrando como se não quisesse que ninguém ouvisse além de mim, como se nos obsersevassem. Sua voz soou como um eco.
Logo após sua imagem desapareceu em uma névoa fina no meio do nada. Abismada, sai correndo tropeçando pelo terreno irregular. Sentei-me no chão de minha velha estrada, e continuei esperando. Abraçando seus fantasmas. Até que você apareça para me buscar.
Venha me salvar meu amor, venha logo.

Beijos D.

sábado, 23 de abril de 2011

History - Anjo decaido - Parte I


- Me apresente ao arcanjo Hank por favor mensageiro.
- Sim, vossa senhoria, aguarde um instante por favor.
Esperei ansiosa por longos minutos. Meu coração batia fortemente e eu quase podia ouvi-lo como trovoadas, um eco pavoroso que soava em meus ouvidos.
- Pode entrar Yumi. - Disse o mensageiro abrindo os portões dourados e saldando-me.
Me deparei com salão enorme, todo em ouro. O chão era de cristal, o sol que vinha da janela o iluminava formando luzes coloridas referentes as cores do arco íris. O salão era divino e encantador. Haviam várias rosas brancas em vasos igualmente brancos e Lirios no altar. No centro, havia um artefato antigo que não sabia de certo que era. Um cetro talvez... Uma varinha fina e comprida com uma textura florida, no topo, fios de ouro brilhantes entrelaçados com algumas rosas vermelhas, e no meio delas, uma jóia brilhante. Cortinas brancas envoaçadas bailando com o vento.
Me senti plena. A serenidade pairava pelo ar.
Havia fileiras de anjos tocando arpas enormes e cantarolando com suas vozes doces e aveludadas. O canto deles e a melodia, era uma vibração sonora incomparável, dançava com o espaço tempo e chegava em meus ouvidos me envolvendo em tal canção.
Todos estavam vestidos de branco, com muitas rendas e babados. Seus rostos eram radiantes, e sua beleza, angelical. Seus olhos eram dourados intensos e hipnotizantes. Todos tinham a pele clara, quase branca como a neve. Quase pálidos. Eram uma perfeita obra prima da natureza.
Suas asas eram meigas e delicadas, todas muito sensíveis.
Dei um passo a frente quando o Arcanjo Hank virou-se para me fitar e me saldar. Retribui.
- Presumo que esteja aqui para sua primeira missão, estou certo?
- Está sim senhor.
- Siga-me.
Andamos pelo salão até chegar á um baú que havia atrás de uma estátua de um Arcanjo legendário.
Ele o abriu e pegou nas mãos um pergaminho antigo e estendeu as mãos a mim.
- Há vários nomes de pessoas que você deve salvar dentro deste pergaminho, pegue-o.
O saldei novamente e me retirei.

''Aika Shimizu Kimura''

Era o primeiro nome. Estava em negrito, destacado dos outros. Intrigante. Ninguém pode abrir o pergaminho além do aprendiz, por que o destino o destacou? Não importa. Olhei as informações a baixo e tratei de me preparar para salva-lo.

(...)

Continua...

Beijos D.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Perdidos neste amor


Todos olham para meu rosto e veem uma ausencia em meus olhar. Um anjo que se tornou dependente de um amor perdido. De uma unica palavra.
Na angustia de um segredo, que parece jamais ser sido revelado. De uma lembrança, que parece jamais ter sido tocada. Que parece jamais ter tido valor para ser lembrada.
Talvez nada do que vivo agora realmente exista. Talvez eu acorde todos os dias e vá durmir todas as noites, em uma mentira. Eu sinto a verdade escorrendo por meus dedos e caindo sobre o chão. Solido de mais para que eu possa segurar nas mãos.
As vezes me sinto decaindo em um lugar que apenas eu conheço. Um anjo fraco demais para voltar voando. Abaixo destas estrelas que nós dois vemos. Abaixo deste manto escuro que nos cobre e nos vigia. E nesta noite melancolica, eu vejo vultos seus. Eu vejo seus olhos em cada estrela do céu.
Toda a soturnidade de uma coração abalado por uma guerra que não termina.
Uma falta esquecida em um canto escuro de meu coração.
Você surgiu em um tarde qualquer de solidão. Me encontrou vagando pela imensidão. Me segurou quando eu estava atirada sob o chão. Ambos não nos conheciamos, mas o amor surgiu aos poucos como uma rosa de um botão. Eu não reconhecia seus olhos que transbordam escuridão. Eu não reconheci sua voz. Eu mal enxergava, eu mal podia sentir. Ninguém sentia. Ninguém nunta sentiu. Não aqui. Eu já estava esquecida em minha própria historia e perdida em minhas próprias palavras, me diga, por que me importei tanto. Você me levantou com tamanha facilidade que me surpreendeu. Seu olhar era sincero e triste. Eu não sei o que me tocou. Eu não sei se foi a igualdade de corações enpoeirados e a dor de erros entrelaçados com amores passados, ou se simplismente queria esquecer a minha dor roubando a sua. Eu lhe vi me retirando do frio e me levando para um lugar aconchegante em seus braços e em seu coração. Eu tentei, eu tentei curar suas feridas. Nos dois precisavamos de ajuda e isto estava evidente. Mas nos calamos para ocultar a dor. Você, sem querer, de alguma forma foi tudo que eu precisei. Sem querer, você curou meu coração. Eu lembro de sua voz doce ecoando em meus ouvidos, em quanto minhas lágrimas caiam em um monturo de magoas qualquer. Eu sentia seus dedos passando dentre meus cabelos e os acariciando quando eu adormeci no calor de seus braços. Eu me lembro como me senti.
Antes de me encontrar, eu vivia tropeçando em minhas próprias dores no meio do caminho. Me deparava comigo mesma caida sob este chão ouvindo o tamborilar da chuva se impactando ao chão. Eu não sentia nada além da dor. Era a unica coisa na qual eu ainda sentia. Eu não sei como me encontrou aqui, so sei que encontrou. E me salvou.
Agora, eu me vejo dependente de seu amor. Um fantasma que vaga a procura de seu coração. Não sei como ao certo você possa me amar. Não sei se posso acreditar. Você diz, que eu o salvei, mas o unica coisa que fiz, foi amar você.
Mesmo quando, seu coração estava machucado, e pertencia a outra mulher, eu queria ve-lo feliz. E não importa o quanto isso me destruisse, eu ia fazer o que fosse preciso para colocar um sorriso em seus lábios. E não importa o quão quebrada eu estivesse, eu estaria sorrindo olhando para você, feliz. Só os fodas sorriem e choram de amor ao mesmo tempo u.u
Eu confesso, eu invejei aquela mulher, por possuir tudo que eu mais queria no mundo. Seu amor. E ela sequer valorizava isto.
Eu sobrevivi. Eu chorei. Eu sofri. Doí. Doí muito, e apenas quem já amou de verdade sabe como é a dor de ver a pessoa que você mais ama no mundo, chorando. Mas isso passou.
Você se tornou dependente de mim também. Eu lhe salvei assim como você fez. Você estava se entregando(novamente) a escuridão. Eu não podia ver isto. Você levaria meu coração junto com você e o enterraria. Eu não poderia assistir sua morte sem morrer junto despedaçada. Vivendo como um fantasma procurando sempre por sua essencia, que aos poucos, deixaria de existir. E a solidão invadiria meus olhos. Sua ausencia me cegaria, e sua falta me sufocaria.
Eu tenho medo de perde-lo. Eu sempre tento tira-lo das sombras, ela é tentadora, mas sempre lhe trai. Isto é doloroso. Ver você decair. Só pude lhe ajudar com minhas palavras. Felizmente, ela causam grande impacto a você.

Meu amor, sempre que sentir minha falta, olhe para as estrelas. No brilho de cada uma delas, estarei eu, olhando para você, e lhe guardando. Sou seu pequeno anjo. E vou proteje-lo sempre. Mesmo que eu não esteja perto de você. Eu sempre carregarei você em meu coração. Mesmo que você não veja. Eu é que nunca vou me arrepender de ter sentido algo por você. Você é a unica pessoa deste mundo na qual sempre poderá me salvar. É por você que eu levanto todos os dias. A sua falta me doí, mas mesmo você estando longe, o nosso amor vai vencer todas as barreiras, um dia. Nunca se sinta sozinho meu amor.
Eu queria você aqui comigo, e esta agonia me trás as lágrimas que eu tanto rejeito.
Pode demorar o tempo que for, mas eu vou esperar.
Você laureou minha vida meu amor, você é a coisa mais importante para mim neste mundo. Ninguém entende a dor que eu sinto todos os dias na sua ausencia. Ninguém ve através de meus peito. Ninguém enxerga meu coração, e mesmo que eu tentasse explicar, não iriam entender. Pois há um amor e uma dor ocultas dentro de mim. Mas eu convivo com isto. E é esta dor na qual eu tento fugir. Ninguém sente, o que eu sinto. Tantas almas, suplicando, por uma vida mais feliz. E eu aqui, suplicando apenas por seu sorriso.
Eu tento, me esconder atrás de meu silencio. Um silencio que ninguém consegue decifrar. Mas é dentre meu silencio, que estão minhas palavras, que sussuram pela mente daqueles que querem ouvi-los. Eles são dispensados.
Um anjo que teve seu coração arrancado pela mais afiada lámina existente. Que segura seu coração na mão, e espera para poder coloca-lo de volta ao lugar. Mas só o que posso fazer, é inpedi-lo de sangrar tanto. Impedi-lo de morrer. Nada mais. Um pedaço de pedra fria está substituindo dito cujo para que eu possa permanecer viva. Em quando ele tenta desesperadamente bombear o sangue quente que corre por minhas veias.
Todos os dias eu procuro lembraças suas no fundo de minhas memorias, elas parecem tão remotas, mas, vão ganhando vida quando eu dou replay em minha mente infinitas vezes até recuperar todos os detalhes, e tudo o que senti.
Eu tento vasculhar na minha mente, tudo que possa me lembrar você.
Eu estou vivendo um amor perdido. Mas sei, que você é tudo que eu preciso pra viver.
Eu enxergo você, quando fecho meus olhos.
E todos os dias, minha pele implora por seu calor.
Eu largaria tudo por você. Mas só o que posso fazer agora é lhe proteger e orar por você. Você expulsou as trevas de meu olhar. Expulsou as antigas magoas. Me retirou do imenso buraco de sofrimento no qual eu me incontrava.
E mesmo perdidos nestas estradas escuras e sombrias, eu sempre vou amar você.

Beijos D.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Enterre por mim

minhas lágrimas estão escondidas abaixo de você
você as roubou de mim?
você as roubou para si?

Você esta escondendo a minha dor
não a engula
irei acha-la dentro de você
não a engula
irei acha-la quando o dia chegar.

Eu não fui forte
eu não fui capaz de lutar contra o oculto
não faça isso por mim
eu não fui forte
eu não fui capaz de levantar

ela foi embora
quando este céu se abriu pra mim
mas eu sinto pontadas
quando estou sozinha
ela deixou restos em mim

este resto quer se alimentar do vazio
não de a ele.
ele quer aumentar
não de a ele.
Me segure e me proteja.

Eu me perdi neste caminho
não haviam placas
não havia ninguém que as tivesse visto
mas agora, eu caminho com você
em quanto você caminha comigo

por outra estrada, que leva para o mesmo lugar
por outra estrada, que leva ao meu coração
por outra estrada, que leva ao seu coração
por outra estrada, que leva ao nosso coração.

Beijos D.

terça-feira, 19 de abril de 2011


As pessoas não sabem, que quando machucam uma pessoa, elas estão machucando o mundo inteiro de outra.

Beijos D.

domingo, 17 de abril de 2011

A imensidão do céu



(foto tirada por mim)
Sentada em meio a chuva lembrando de cada detalhe de meu passado. De todos os sorrisos, de todas as lágrimas derramadas de baixo deste mesmo céu glorioso. De baixo daquela chuva cristalina, descartando lembranças e as jogando em um monturo oculto em minha mente, abre-se um céu divino acima de mim. Imensas perfurações naquele manto de névoa cinza esfumaçada e melancólico, como se uma faca o rasgasse com rapidez. Sob as brechas, uma luz verdejante tomou conta do dia. Raios de sol começaram a bailar pelo céu formando um espetáculo para aqueles que quisessem assistir, a luz esverdeada envolvendo-se com as nuvens que recuavam. Como retirar o brilho de uma jade e espalha-la pelo ar pairando sob nossos corações. Uma beleza divina e encantadora. Raios de luz como se vissem de um anjo.
O dia caiu diante das lentes de minha camêra, a noite pairou diante de meus olhos. Perfeito. Procurei pela lua para ver as nuvens dançando em volta de seu luar. Lua; A poderosa rainha noturna, dona das estrelas. Um clima sublime. A luz antes verdeada deu espaço a uma luz rosada quase vermelha. Dando um ar soturno ao céu. As manchas vermelhas pareciam sangue jorrado. Pareciam véus dançando com os ventos. Formando gravuras e desenhos um tanto quanto assustadores. Como pude passar tempos de minha vida presa a lamentações inúteis?
A vida se define de acordo com o coração de quem observa.


(fotos de minha autoria)


Beijos D.

sábado, 16 de abril de 2011

O vazio libertador

Perdida na solidão esvoaçante
Me escondendo atrás de meu próprio silencio
Me envolvendo na soturnidade desta noite escura
Sob este luar deslumbrante
Iluminando minhas lágrimas
Protelando para as estrelas
Me isolando no interior de meus gritos
Fugindo do calor consolador
Me recuando da luz triunfante
Optando para o vazio libertador
Me refugiando e meu mundo alternativo
Aonde posso expulsar meus demonios
Aonde posso purificar meu sangue
Aonde posso me encontrar na escuridão que existe em mim,
e aprisiona-la em um mundo oculto,
dentro de minha alma.

Beijos D.

Coração desalmado


Guardando todos os sentimentos
Mostrando minha face mais fria
Como uma alma vagando a luz do dia
Atravessando corações com sua pele ofuscada
Como um retrato distante
Lhe chamando, lhe envolvendo com sua névoa ardente
Sentindo sua pele fria, que grita por seu calor
Tentando vingar sua sede de amor
Vultos de sua essência
Todas as memorias jogadas pelo vento
que uiva em seus ouvidos,
e revela seus segredos
Seus olhos cinza-verdejantes pasmados,
Ouvindo o choro de sua amada.
Ouvindo sua dor e afogando-se em suas lágrimas.
Causador de tal agonia
Esfomeado de vingança
Com ódio de suas veias inuteis
Desprezando um amor do meio dos mundos
Salvando uma alma engolida pelo medo,
Livrando um corpo da terrivel escravidão.

Beijos D.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Neve sangrenta


Vejo os rostos atordoados olhando para mim. Não tentem, não tentem juntar os fragmentos. Preciso saber, até onde posso suporar. Quero ver, em quantos pedaços meu coração pode quebrar.
Preciso que eles se acustumem com a dor continua. Pois ela seguira comigo por muito tempo. Para o mais distante de mim. Para o mais fundo de minha alma. Tanto, até não poder sentir mais. Ou ao menos, ser a unica coisa pela qual ainda poderei sentir. Eu não me importo em viver destas lembranças, prefiro assim. Não é algo que eu queira eliminar. Não mémorias nas quais eu possa apagar. Todos querem me salvar. Todos querem juntar minhas asas. Elas ainda não estão quebradas, entendem. Preciso cair para poder voar. Minhas asas cansadas pelo esforço não suporta mais o peso de meu corpo. Meu olhos não suportam mais o peso de minhas palpebras. E meu peito não suporta mais o peso de meu coração de gelo. Uma forte brisa fria passa por meu corpo me dando calafrios. Sinto o vento se envolvendo comigo como véus de seda se enrolando por meu corpo. Estendo a mão para cima e abro os olhos. Caindo do imenso céu. Despencando de todos os sonhos.
O impacto. A dor. Me encontro deitada em uma poça de sangue sobre toda a neve. Neve vermelha. Sem sentir meu corpo frio e pálido, com flocos caindo sob meu rosto. Lábios roxos e uma aparencia morta. Me encolho e me cobro com minhas asas quebradas. Esperando pelo amanhecer. Me sufocando com a angustia e repirando um ar gélido, suspirando ofegantemente. a solidão e a libertade nunca pareceram tão entrelaçadas como agora. O ar frio passava por meu rosto,estremeci. A noite escura e o céu estrelado subestimavam meu potencial, esperando por minha desistencia. Um anjo morrendo no meio do nada. Com o vazio vagando sob mim. Uma perfuração que ardia com força. Eu sinto, meu sangue correndo quente, eu sinto, meu coração batendo fraco. A tempesdade furiosa tentando me banir de tal espaço, fazia trovoadas violentas. O ar parecia cada vez mais umido e ficava cada vez mais dificil respirar. Quando fechei os olhos. O escuro parecia estranhamente confortador para minha alma repousar. O gelo derretendo cintilava clareado pelo luar perfeito.
O cheiro de sangue me deixou tonta e me enjoou, senti um leve desconforto em meu peito.
Aquela sensação de estar deitada no meio de um pedaço de inverno perdido, sendo castigada por uma tempesdade, e glorificada por um luar divino, repleto de nuvens escuras que realçam a melancolia daquela cena, me deixou um tanto quanto fascinada, mas confusa. Era estranho. Era aliviador. O ar dançava a minha volta pairando sobre mim. Estiquei as mãos para cima com esforço tentando envolve-lo a mim, para que se tornasse parte de mim por um momento.
E em certo momento, me senti parte daquilo. Parte da natureza que estava em minha volta. Parte de mim mesma.
Me deixem morrer, apenas por um momento. Me deixe chegar perto das trevas, atravezar essa dimensão. Viver na escuridão por um momento previo. Me deixe caída aqui neste pedaço de terra, sangrando. Me deixe aqui por algumas noites de baixo deste luar encantador. Deixe que o sol me chame de novo em quanto queima minha pele perolada e cega meus olhos. Me deixe suportar a dor. Para que eu veja a vida quando acordar de novo. Quando minhas asas quebradas se recuperarem, e o voarem o mais alto e mais rapido como jamais foram. Deixe-me acustumar o meu coração com o sofrimento.

Beijos D.

terça-feira, 12 de abril de 2011



Eu espero respostas de perguntas que nunca fiz. Temo o fim de um amor que nunca vivi. Espero pelo beijo daquele que nem conheci. Desvendando segredos que nunca existiram. Alimentando um amor que nunca aconteceu.
Ocupando um lugar sombrio em um coração perdido. Vagando sobre alguem que nem pode conhecer.
Tento resgatar minhas mémorias perdidas nas minhas palavras. Tento torna-las mais reais, para poder alcança-las.
Trancada em um quarto escuro presa a palavras que retornam a todo instante. Um acumulo preso em minha garganta. Você nem sonha que te proteg o tanto. Você nem sonha que derrubo tantas lágrimas debaixo deste glorioso luar que deveria ser nosso. Você nem sonha que eu te ame apesar de toda a perfuração, apesar de toda a dor.
Um pedaço de mim está perdido em meio de você, e ate que este pedaço volte, sempre serei incompleta. Sempre hávera uma parte de meu coração faltando, e sangrando até que não possa sangrar mais.

Beijos D.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Esperando pela resposta

Algo ainda preso em mim.
Lembranças tão remotas
Um mergulho repentino em meu passado
Uma dor que continua despercebida
Lágrimas, agora esquecidas
Gritos no meio da madrugada
Angustia retratada em mim
Você estava indo,
você estava indo para um lugar tão distante
você estava indo para um lugar perdido,
no meio de sua própria dor.
Se enterrando em suas próprias lágrimas
se condenando em suas próprias atitudes.
No meio da tempestade fria
Sua lastima permaneceu aqui
e meu coração se foi com você,
que desapareceu em meio da neblina
que desapareceu de meus olhos
e de minha vida.
Escondia minhas feridas
esperava todos os dias acordada
por uma resposta que não chegava
esperava todos os dias acordada
por seu amor que não voltava
acompanhada de uma dor que não partia.
Desonrada por todos os ancestrais
Fraca, esperando um sinal
Doente, esperando uma cura
assombrada, esperando seu toque.
Sob o leito de um mar de amor
coberta pelo céu estrelado
esperando por aquela lua
que nunca voltara.

Beijos D.

sábado, 2 de abril de 2011

As tardes de outono


É outono. Faz calor a tarde, faz frio a noite.
Há tarde, meu coração congela.
Há noite, meu coração queima.
Observo cada simples folha que cai.
Tudo que morre, tudo que nasce.

As pétalas que caiem.
As rosas que não florescem.
A apaixonante tarde de verão.
A acolhedora noite de inverno.

Lembranças que se encontram perdidas no tempo.
Nós nos encontramos perdidos no tempo.
É outono. Faz calor a tarde, faz frio a noite.
Há tarde, meu coração congela.
Há noite, meu coração queima.

Talvez você não fosse capaz
( De curar as feridas em seu coração)
Talvez nós não fossemos capazes
( De curar as feridas em meu coração)

Acumulando a dor
sob estas folhas secas
Acumulando a dor
sob mim

Observo cada simples folha que cai.
Tudo que morre, tudo que nasce.
A apaixonante tarde de verão.
A acolhedora noite de inverno.

Por que tudo parece tão frio agora?
As chuvas levam todas as mágoas
(Mas as leva de meu coração?)
Toda esta dor, esquecida,
Toda a beleza, esquecida.

Tudo morre um dia,
Tudo morre um dia.
Tudo nasce um dia,
Tudo nasce um dia.
É a vida...

Beijos D.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Arder em chamas


Nunca pretendia criar feridas ao seu coração.Sinto muito machucar-lhe com minha frieza. Sinto muito machucar-lhe com minha dor. Tudo a minha volta em chamas. Eu estou me queimando. Você é a única parte viva em mim. Tudo há minha volta é soturno. Tudo a minha volta acaba caindo em escuridão. Quanto falta para eu cair neste imenso buraco de sofrimento?
Não quero chegar a lugar nenhum. Não espero nada que melhore tudo isto. Só espero que acabe logo. Só espero que as lágrimas sumam e que eu adormeça para que eu possa começar um novo dia. De novo. Não há o que fazer, quando todos morrem. Não há o que fazer, quando se vira o alvo. Não há o que fazer, quando se está queimando.
Vivo em um mundo tão só meu, que se torna solitário.
Só me resta saber o certo. Só me resta gritar. Só me resta te amar. Até o final de minha vida.
Resta-me orar por minha alma. Orar por você, por sua proteção. Não me perdoaria se algo lhe machucasse em quanto me encontro em um lamentação inútil. Eu mesma lhe causo dor. Eu não mereço continuar com seu amor. Seria uma dor eterna. Mas se quiser partir, vá. Se não me pedir para ir, eu não irei. Mas faça o certo querido. Faça o certo para você. Sou uma alma condenada.Só o que me salva é você. Não quero mais lhe ferir. Mas eu prometo, eu prometo que tentarei conter minhas lágrimas. Prometo, que continuarei na tentativa de lhe deixar seguro. Seguro de minha dor. Eu não quero te ver sangrar... Eu não quero te trazer para cá, para arder nas chamas do inferno. Tudo está queimando mas agora, o fogo está se apagando. Só restam cinzas neste lugar vazio. Só resta a mim. Só resta a mim, e meu coração doente.

Beijos D.