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domingo, 20 de março de 2011

Irrevogável


Eu invejo os sorrisos alheios.
Me aprisionei nesta armadura, e agora minhas lágrimas se acumulam por dentro e me afogam.
Me afogo dentro de mim em meio em minhas próprias palavras.
Me encontro em um deserto vazio, um ponto de perdição
A minha perdição.

Como posso me sentir tão vazia?
Em quanto expulso este monturo de dentro de mim.
Sinto minha garganta queimando, toda vez que tento chamar um guia.
Sinto minha tristeza se desperdiçando
Sem forças para me levantar em quanto o solo frio me consola

Cansada de toda a apologia
Estas lágrimas estão nos penetrando, esta lastima está nos matando.
Carrego o peso de todas as suas dores. De todas as suas almas.
E agora, já não consigo mais voar. Eu falhei.

Eu invejo os sorrisos alheios.
Me aprisionei nesta armadura, e agora minhas lágrimas se acumulam por dentro e me afogam.
Me afogo dentro de mim em meio em minhas próprias palavras.
Me encontro em um deserto vazio, um ponto de perdição
A minha perdição.

Em quanto procuro um coração consolador na desgraça,
todos morrem sem que eu perceba. E eu deploro sob seus corpos desalmados.
Preciso encontrar a força dentro de mim.
A ausência de tudo que se foi deixou um vazio. A ausência de alguém que sequer existiu.
Dentro de um impasse.

Uma luz angelical parece me chamar. De um ar sublime.
Ainda tento me levantar. Vivendo de fragmentos.
Algo que não posso ver. Algo que posso deixar de sentir.
O que mais há aqui? As nuvens parecem tão surreais.
Os sonhos parecem tão toscos.

Este não é o verdadeiro inferno?
Quando sairemos daqui?

Beijos D.

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