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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A fuga do anjo em meio a tempestade




O luminoso céu sempre foi assim. Intocável.
Eu sempre roubo lágrimas que não me pertencem.
Mas elas caiem sem que eu queria.
Em quanto a água do chuveiro toma minha pele e escorrega até o chão.
Em quanto me encontro nesta lamentação.
Você se deixou levar pelos desejos insanos.
Eu não quero lhe enterrar.
Eu ainda creio que você poderá vencer.
Vejo seu destino refletida na luz da lua.
Você vai vencer.
Em quanto você pisa nestas rosas que um dia já foram suas,
eu apenas lhe espero, cavalheiro.
Você quase me abandonou por uma tentação que lhe envolve.
A escuridão lhe caça.
Começou o grande atrito entre a luz e as sombras.
Você precisa escolher seu lado antes que minha respiração pare.
Você está matando seu anjo.
Você escolheu isto. Apesar do remorso, você continua me torturando.
Minhas asas estão fracas. Não posso voar tão alto agora.
Está nas suas mãos. Sabe que seu destino irá traçar o de nós dois.
Se você não seguir minhas palavras, pode saudar um novo anjo,
eu me tornarei um anjo negro. Você irá desintegrar meu coração.
Uma alma soturna.
Você vai me dilacerar. Não quero sair despedaçada de uma dor que não me pertence.
Este vento vertiginoso me toca e sussurra. Mas eu não vou lhe deixar.
Palavras soam sem parar em meus ouvidos. Mas eu as ignoro. Ainda tenho esperanças em você. Eu só tenho você agora. Eu não posso abandonar meu unico motivo de sobrevivencia. Eu sou seu anjo. E vou lhe proteger até seu ultimo suspiro.
Lembranças remotas invadem meus pensamentos. Meu passado não pode me condenar.
Eu lhe ajudarei, eu lhe darei todas as forças necessarias;
Basta você querer ser salvo. Não se solte, não se afunde, não desista. Você irá me levar para o caixão junto com você, então por favor. Pare.
Volte para mim. Se que não quer me magoar.
Então decida-se logo.
Não faça seu anjo chorar.
Meu coração permanesse puro,
eu não quero dar espaço a dor.
Impeça isto. Eu morrerei assistindo a sua morte.

Beijos D.

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