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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Dor em cada pingo de chuva


Estou aprisionada em laços insanos.
Somente eu e lágrimas intrusas.
O quero perto e longe ao mesmo tempo.
Não consigo ao menos enxergar a vertigem da manhã.
Estou presa neste pequeno espaço ocupado por dor.
Minha felicidade está por trás dos portões.
Me tornei prisioneira de meu próprio coração.
Segredos tão bem escondidos, enfim revelados.
Tudo está além de meu alcance.
Revelações de uma noite qualquer,
agora jorrada em lágrimas sem importancia.
O medo de dormir. O medo de acordar.
O céu nunca me pareceu tão distante.
As rosas agora caim ao chão.
O silencio agora despedaça meus sonhos.
Presa no vertiginoso som do silencio.
Golpeada aonde menos esperava.
E eu fui a responsavel por este isolamento.
Seus sorrisos vão sumindo
Como se nunca tivesse existido
Como se você desaparecesse.
Preciso tanto de você quanto você de mim.
O som da chuva prende meus pensamentos.
Evito as lembranças remotas.
Tudo pela maldita infâmia.
Meu passado me caça.
Ofuscar a magoa.
A tempestade lá fora me impede de adormecer.
As lembranças congelam.
O presente sufoca.
E sua voz passageira me faz tremer.
Sua ausencia me perturba.
Não tenho conhecimento ao certo do primórdio da situação em que me encontro.
Creio que sou minha própria assasina.
Meu olhar reluzente agora dá lugar a um olhar sórdido.
Uma neve de amargura cai sobre mim.
Preciso de um resgate. Não quero continuar aqui. Enxergo tudo tão distante...
Meus sonhos foram limitados.
Me deito na grama em meio a chuva e imaginando como seria se eu fugisse deste lugar.
Observo o crepusculo do dia.
Há tantas coisas nas quais não posso tocar.
Minha alma chora comigo.
Meu ego me chama para mais fundo dele.
Agora vejo a importancia.
Estou cansada do sadismo.
O que mais me abala nesta prisão são os olhares ignorantes e silenciosos diante as minhas lágrimas.
Quando não consigo mais chorar,
Eu grito.
Quando não consigo mais gritar,
Eu choro.
Mas consiguirei sair deste lugar assustador.
Vou preservar nossas almas.


Beijos D.

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