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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

History - Amor de verão - Parte I



Eu estava indo viajar. Não estava nem um pouco animada. Iria ficar menos tempo na Internet e ainda teria que ficar com minha família. Peguei minhas malas e fui até o carro. Briguei com meu irmão para eu sentar na janela. Coloquei os fones de ouvido, e tentei sobreviver a cinco horas dentro daquele carro. E o pior, estava chovendo. Musica, carro, janela, chuva, tudo isto me lembrava feridas passadas que ainda doí. Chegamos lá, uma casa pequena, em uma rua vazia, perto do mar. Mas admito que gostei do ar daquela rua. Um ar fresco e vivo. Fora isto, preferia estar em casa. Havia uma família se mudando para uma casa no final da rua. Uma mulher bonita, jovem e morena, um homem com cabelos meio grisalhos, de olhos azuis e bem alto, um garoto um tanto quanto atraente com um cachorro labrador.Peguei minhas malas e entrei dentro da casa. Se alugávamos a mesma casa, todos os anos, não seria mais fácil compra-la? Nunca entendi minha família. Já haviam gasto mais no aluguel dela do que pagariam se a comprassem. Por que venho aqui desde que me entendo por gente. A rua porém, estava bem diferente da ultima vez que eu estive aqui. Coloquei as malas sob a cama e deitei.
- Luísa, levanta dai, tem muita coisa para arrumar, e depois você tem que almoçar. - Ela com o mesmo tom autoritário de sempre, nem nas férias ela relaxa. - E pode tirar as porcarias de dentro da mala, aqui você vai comer coisas saudáveis, quer ficar cheia de celulite? Nada de refrigerante também, vai ter suco todo dia, não se preocupe.
*suspiro*
Abri a mala e comecei a colocar as roupas dentro do armário. Eu vinha nesta casa a tantos anos, que as manchas de batom nele, eu que havia feito quando era bem menor. Eu estava brincando com o batom da minha mãe na época.
Dentro de casa estava um ar muito denso. Liguei o ventilador e continuei arrumando tudo. De repente, vi um papel no meio das minhas roupas. Ele voou com o ar do ventilador e foi parar em baixo do armário. Tentei a todo custo pegar aquele papel dali. E se fosse uma carta, ou algo importante? Talvez uma anotação ou folha do meu diário?
Não consegui de forma alguma pega-lo de lá de baixo, até que percebi que havia outro dentro da mala. O abri e o li. Era a letra de uma musica linda que meu ex costumava cantar para mim. Eu adorava. Aliás, meu sonho é que um garoto faça uma musica para mim e a cante-a. Ele não a fez, mas a cantava muito bem. Eu não sei como aquilo foi parar na minha mala mas, não queria saber. Tentava ignorar minha curiosidade do que teria no papel em baixo do armário, mas se fosse uma carta ou algo assim, eu mergulharia em lembranças passadas que quero esquecer, então, não tentei mais pegar o papel.
O almoço demoraria a sair, pois, minha mãe tinha muita coisa para arrumar, então fui dar uma volta. Desci a rua, fui caminhando por aí. Aquele ar desconhecido poderia me fazer bem. Tudo o que eu precisava era esfriar a cabeça. Vi uma linda rosa e estava indo em direção dela para arranca-la. No meu ponto de vista, flores só devem ser arrancadas por um motivo aparente, não devem ser desperdiçadas. E dar uma pequena alegria a uma garota completamente confusa e machucada me parecia justo. Quando estava prestes a arranca-la, alguém coloca a mão em meu ombro e eu me viro quase que automaticamente.
- Flores são especiais, mas não mais ainda quando são usadas para presentear uma garota bonita. - Disse o garoto do final da rua a arrancando-a e a entregando-a para mim. Fiquei sem reação, eu estava perdida em pensamentos quando um garoto acompanhado de um cachorro de estimação lhe para e lhe presenteia com uma rosa, isto é um tanto quanto surpreendente.
- Ah... Muito obrigada... Você mora aqui no final da rua não é?
- Sim, cheguei agora pouco, só estou levando o Pingle para passear.
O cachorro dele começou a me cheirar euforicamente, e depois a pular em mim como se quisesse brincar.
- Pare Pingle, não me envergonhe!
Cai na risada quando o Pingle, cachorro dele, sentou quieto e após cinco segundos começou a cheira-lo no meio das pernas. Ele riu também.
Ficamos alguns minutos se olhando em quanto o cachorro cheirava tudo a sua volta.
- Qual seu nome?
- Luisa e o seu?
- Brendon.

Continua...

Beijos D.

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