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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A primeira rosa após o outono



O ardo suplício de teu corpo enfadava-se a minha aura esvaecida de paixão. No gracejo de seus olhos doentios, dominava a ternura e o carinho.
Teu suspirar tremente fez-me tragar a melodia de teus encantos. Possua em ti, o calor do amor que queima em meu peito. Em ti foi, depositado a divindade de minha alma. Que ninou teus demonios no leito materno de minha lamuria. Tua pele possuía o aroma das vastas doçuras do vão.
De tua beleza acalentei os sons do silencio, varridos pelas lágrimas da noite que soavam em meu corpo, a perdição eterna. Perdi-me nos teus traços, no limite dos céus que nos separam.
Podia sentir teu afago em minha pele quando as palavras me sufocavam em puro desejo. Entre gritos estremecidos ouvia-se os fantasmas dançando com nossas almas. Aflora em teu fervor maldições soturnas que adormecem no fogo de teu vazio. Sinto morrer lentamente sem o veneno sedoso de teus lábios.
Presos e sufocados pelo escarlate nos acolhemos incrédulos. O rubro cobriu as pétalas das rosas brancas que deixei. No rastejar da morte encontrei, o fardo vil que possuia. Para cobrir minhas próprias lacunas,trouxe pra ti meu amor. Que num simples olhar compreendeu, e em mim deitou suas lágrimas. Para que de amor possamos morrer.

Beijos D.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

the hell ~~ I

Jazia o trucidar abominável do rubro delirante envolto ao olhar penetrável de Sasuke. A maldição, ou bênção, vinda do inferno para a invocação de demónios, cujos poderes malévolos submetem suas presas a dor e lamuria eterna. O Sharingan. O cadeado infernal concedido pelo sangue sagrado. Porta de ambições eloquentes, dádivas negras...
Sasuke sabia, consigo carregava a destruição. Tanto o tremor de sua caça, quanto a perseguição assombrosa.

Andava com relutância, ele não sentia medo, mas podia sentir o cheiro da carcaça misturada ao tragar da névoa sombria. Á ermo, continuava em devaneio por entre as árvores. Podia jurar sentir o sopro da morte gelando sua pele clara.

Seu coração, por dentro de uma mortalha, acalentado pesava. Era como carregar um pedaço de gelo no peito.

Sua ira adormecia com sua aura violeta por de trás da frieza. Sasuke preferia cegar-se a fornecer a este pedaço de perdição, sentimentos puros. Faltavam-lhe as cores. Sucumbiam em sua alma apenas as sombras se ponderando do vazio esquecido.

Enquanto adentrava a floresta, hesitava em lembrar de seu passado. Não deixaria que o ódio o invadisse, não neste momento. Precisava ser calculista, precisava dominar a criatura vinda da vasta escuridão. Suas lembranças, se afloradas, poderiam o retardar, o deixando fraco por alguns instantes. Uma brexa significativa para o caçador das sombras.

Num fraquejar momentanio, um punho sangrento agarrou seus tornozelos derrubando-no ao chão. Sasuke pegou rapidamente sua kunai do bolso e cortou a mão que o segurava, derramando sangue negro sob a relva seca.
De repente, percebe o sangue escorrendo por feridas em todo o seu corpo.
Malditos.
Olhando em volta, percebe láminas ponti-agudas cravadas por de baixo de seu corpo e ao seu redor. Antes que pudesse se levantar, um vulto preto passa por cima de si e o ataca no plexo com uma faca afiada. Seu chakra fugiu de seu corpo por alguns segundos, e, num piscar de olhos, Sasuke estava deitado num campo devastado. De natureza morta.

Serrando os dentes, ele se levantou em defesa, pronto para qualquer armadilha.

'' Jamais baixe a guarda. '', lembrou.

Um som agudo ensurdecedor começou a soar em seus ouvidos, obrigando a cobri-los com as mãos, ajoelhando-se e contorcendo-se.

'' Sasuke! ... '' O rosto de Hinata banhado a lágrimas invadia sua mente. Sua unica fraqueza, a salvação de seu terror. A beleza de seu mero mundo macabro.
Doce flor de lotus..., pensou ele.

Tudo começou a rodar, sentia-se tonto, agoniado. As lembranças passavam de pressa por sua mente. Hinata defronte ao rastejar inerte e vil das almas penadas se corroendo em busca desesperada por força vital.
Num delirio constante, podia sentir o gosto sabosoro da pele fresca dela... Sentiu vontade de gravar suas garras e devora-la naquele instante. De ódio. De amor distorcido. De desejo. Enterrar seus demonios no carinho que lhe era proporcionado. Na delicadeza das flores que lhe eram trazidas, e nos beijos que lhe eram roubados.

Sangue. Muito sangue. Todo o liquido sagrado era jorrado pelas paredes e pelo chão de sua casa. No permeio silencioso, o terror invadia. A lua tornava-se sangrenta. O eco dos gritos de dor podiam ser ouvidos pelas paredes. A criatura horrenda havia devorado o local e cuspido o remanescente medo.

Beijos D.

domingo, 23 de outubro de 2011

Atrás de você

Eu lembro, dos seus olhos me procurando ao amanhecer... Eu me lembro, de como você dormia silenciosamente em quanto eu chorava na janela. Na verdade, eu nunca vou entender ao certo por que chorava. Nós vivíamos correndo pela guerra e ao final do dia, nós sempre sentávamos para ver o céu se pondo imaginando os anjos do céu.
Não entendo como aconteceu, mas você sumia atrás de mim. Não entendo como aconteceu, mas eu sumia atrás de você.
Andava pelas ruas pensando e tentando compreender por que você estava tão distante. Com suas memorias, com minhas angustias. Talvez você quisesse que eu entendesse, sozinha. Eu não te impedi de ir. Eu senti raiva. E você se foi. Por mim. Por você. Eu fui egoísta, eu condenei você.
Minhas palavras se quebraram na tua boca, eu morri tantas vezes até conseguir viver. Eu deitava no chão e me perguntava o que estava faltando. Eu tinha tudo o que precisava. Mas não precisava de tudo o que tinha. Eu precisava de tudo o que rejeitava na hora. Eu precisava de mim e você também precisava. Não daquela que me tornei precisando de você. Depois de muitos gritos e beijos, só restou o meu medo, e ele assombrou não só a mim. Eu só precisava aprender... Mas eu não tive tempo para isso. Alguns erros não podem ser corrigidos, basta saber, se o que sobra é o suficiente para os dois. No nosso caso não foi. Nunca foi. Eu te amava o suficiente pra partir, mas não o suficiente pra te deixar ir embora.

sábado, 3 de setembro de 2011

Noite perpétua

Em teu seio me guarda
Em tua vertigem me embala
Meus demonios, desintegra
O meu Eu, enterra.

Descansa silenciosamente
nestes olhos adormecidos
Suas irmãs amadas
pelo vento dançaram

Noutro raio violeta
secaram-se as fontes
Revogou-se em sua alma
dormiu placidamente
em mim.

Dissipou-se pelo ar
derramou-se na noite
A noite do luto.

Numa terra aonde todos fogem
esbanja-se o luto poente
galgaram a aurora

Transformaram-se nos pensamentos
perenes ao sol da noite
de um velho poeta.

Beijos D.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Hist. A maldição da aura negra Part I


As trovoadas de minha ira, fulminam por de dentro de minha pele. A lenda sanguinária nunca morre. E éramos as próximas vitimas. Nossos rostos derretiam banhados por nossas lágrimas ácidas. Fomos acorrentados á este eterno lúgubre.
- Almejas eternizar vossa alma soberana Criatura concretizando tal espelho mentiroso sob nossa imagem. Enevoando nossos olhos para um sob mundo caótico, petrificando-o e amaldiçoando-o.
Vosso mundo maculado afundas no Apocalipse. A visão deslumbrada do sangue farto escorrendo sob os corpos moídos pelo fraquejo alimenta seu olhar, torna-te robusto. Porém, sobrevives de almas penadas. Impedirei vossa passagem pelo portal da virtude para que jamais possas vislumbrar uma alma que não lhe pertence.
Um silencio absoluto reinou perante a mim.
Minha fronte quebrou-se em mil pedaços derramando-se sob o chão. Uma máscara foi destruída, revelando assim mais uma camada. Uma lacuna formou-se em minha aura tornando-me branda.
Após pontadas de dor, clamei apavorada por piedade. Tombei ao chão amargurado sendo perfurada por laminas afiadas e compridas de relva.

Um lampejo violento cortou os céus cegando-me por breve momento. A maldição foi quebrada.
- Retires tuas palavras, tola. Após quebrada, a maldição torna-se vulnerável por pouco tempo. Porém, se não conseguirmos quebra-la por completo ela se tornará eterna. - Exclamou desesperado o cavaleiro da luz.
- De quanto tempo falas cavaleiro?
- Até que a Criatura consigas duzentas almas. Meu sangue se agitou e brasas fizeram-se dentro de mim. Temos pouco tempo donzela!
As rosas do campo encontram-se apodrecidas. Não só elas. Estávamos agora em um terreno completamente vasto.
O cavaleiro percebendo minha abominação explicou:
- Quando o processo de restauração da lenda é iniciado, todas as almas acalentadas se tornam livres para fazer todo o horror que desejarem no mundo humano.
- Este... É meu lar! Protestei derramando lágrimas na sepultura de seu mundo desejando jamais indagar na terra dos mortos.
- Faremos o possível donzela. Apesar deste cenário horripilante, sua beleza acalma meu coração.
- De que adiantas carregar esta bênção, se ela de nada serve para resgatar meu lar das garras de uma maldição? Não possuo a força, não possuo a destreza e não possuo a inteligência necessária para salvar meu mundo da perdição. Lamentei com uma voz abafada encharcando assim, minhas vestimenta de seda digna dos nobres.
- Tens a coragem. És uma guerreira Daíra, se assim me permites chama-la.
- Obrigada. Estamos em uma batalha que definirá o futuro dos humanos, não preocupa-te com formalidades, Said. Ofereci um sorriso majestoso ao cavaleiro que até então, havia se mostrado de confiança.
Começamos a seguir por uma trilha esquecida na estrada da morte. O nobre cavaleiro não largara a espada de ouro, presente de seu Deus, nem por um instante. Clamava ele, que protegeria-me com sua vida. Prefiria pensar, que trilhavamos este caminho para -talvez- as asas da morte, juntos. Não como protegida e guarda. Desde de que abri os olhos para este mundo miseravel no qual aprendi a amar, todos vem me protegendo com suas almas por ter nascido de um ventre sagrado. Porém, gostaria eu, de dar minha vida pelas jovens almas doces, pelo meu lar.

Continua...

Beijos D.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Meu doce veneno

A fúria me enlaça toda vez que tento enxergar além da névoa vasta em seus olhos e só enxergo o profundo poço negro entorpecedor. Me deitou no leito medonho de meu pranto e me chicoteou, me possuiu. Provou de meu sangue e delirou com sua fragrância. Dominou minha alma até que estivesse satisfeito. Deixo-me fraca nestas chamas mortais. Eu desejei, e como desejei, fugir para desanuviar a cabeça.
Deixou uma criatura horripilante tomando conta de seu jantar eterno. Me pendurou no inferno. Senti minha pele arder e implorar para se desintegrar entre o carvão desta maldição. Ousou jogar-me em um oceano de almas penadas. Eu não me misturei. Os demónios despedaçados em minhas entranhas tornaram-me incapaz de ser aprisionada antes de ser caçada pela doce e generosa asa da morte.
Laminas de fogo divertem-se com minha carne podre. O suave som fúnebre do inferno aguça o eclipse que está aprisionado em meu espírito á tanto tempo. Meu doce veneno vem se espalhando por todo meu corpo. Minhas veias já não me pertencem. É hora de partir, tome-as de mim. Não são importantes. São as cordas que me prendem neste pesadelo. Corte-as e me liberte.
As lágrimas foram varridas por uma onda de ódio profundo. Lágrimas são perda de tempo. Apenas criaturas fracas a carregam para dentro do inferno.
Eu me perdi no leito de almas sem rostos. Sua voz continua trazendo a meu corpo toda esta escuridão eminente que venho tentando me livrar desde memorias passadas.
Os homens se encontram sem coração e de olhos igualmente amaldiçoados, com a pele arrancada e o sangue sugado pelos deuses negros.
Estão em decadência.
Procure no seu Deus mais poderoso. Pergunte-se: Por que tantos foram embora? Pergunte-se:
Por que você continua aqui? Onde está o sentido agora? Aonde está?
Meu doce veneno... Envolva-me, engula-me. Ao amanhecer, eu me livrarei de você. Não será mais util. É apenas um pequeno banquete.
Arrastesse e seja devorado pelas sombras, comigo filho da puta!
Você sabe... Os venenos mais forte costumam perder a serenidade... Eu vou te envenenar devagar... Beba o sangue querido... Arranque pedaços da carne morta. Sirva-se querido... Você vai adormecer, mas saiba, irá despertador no inferno seu idiota. =]
Espere-me a noite, eu não estarei aqui pela manhã. Talvez eu nem esteja neste mundo.
Desapareci com o tempo, aquela que amava, sufocou-se em seu próprio amor tolo. Fique calado ou despertará criaturas não irá lhe agradar.
Bebeu de meu sangue, agora é minha vez.

Meu doce veneno...

Beijos D.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Posso ter ganho todas as discursões. Podia ter sempre razão. Posso ter ganhado todas. Mas perdi o mais importante. Você destruiu meus sonhos. Os transformou em pesadelos. Me derrotou. Me empurrou para mais fundo do que eu já estava. Me rendo. Faça o que quiser com esta vitoria. Estou acostumada a perder, e isto só reafirma meu fracasso.
Só não imaginava, que todas as suas palavras não tivessem valor nenhum afinal.

Você venceu. Estou completamente derrotada. Eu te amo.

Beijos D.
As guerras me oprimem. O amargo sabor de uma lágrima. A doença de um amor perdido. Me acuda. Estou tão perdida. Estou tão recuada.
Como seu amor pode ter sido enterrado em tão poucas noites? As pétalas das rosas que você me deu, caíram aos poucos. As raízes foram arrancadas e só sobrou o vazio. Um borrão escuro em um quanto qualquer. Desola-me. Resgate-me querido.
Eu servi sua alma. Eu te alimentei de amor; Te explorei e te desejei. Te descobri.
Eu sempre acabo engolida por provas de uma salvação despedaçada. Um refugio abalado.
Eu poderia quebrar todos estes símbolos cristalinos. Mas o meu maior desejo é quebrar a mim.
Nunca me senti tão incompleta. Como ousas negar suas palavras a mim?
Não me corroa com seu silencio. Não sabe o quanto doí. Não fique parado, diga-me logo, diga-me, ''Adeus'', basta dizer. Não torture-me. Imploro-te.
São minhas as palavras que lhe cegam. São meus os lábios que desejas. Como ousas me negar?
Possuído por um medo absoluto, isto levou-o a fugir?
O tormento medonho vem me capturado, e pareces ser meu guia em um corpo esbelto e atraente. Alucinada por sua fragrância. Enfraquecida por seu domínio. Perdida em teus olhos.
Nega-me pelo vazio que contorna meu ser quando deita-se e adormeces sozinho. Nega-me pela pele gélida que pulsa e arde querendo o atrito de seu corpo contra o meu.
Preferes acalentar o sufoco e o anseio que passas em teu peito?
Perdeu-se entre um olhar e outro neste manto infinito?
As estrelas já surdas de gritos estridentes de dor, o sol já ofegante de tantas lágrimas e sangue desperdiçados, e a lua, sábia, apenas a observar.
Restou-me a ternura de lembranças falhadas, restou-me palavras mentirosas, restou-me este amor acumulado dentro de meu peito.
Abandonaste os restos á meus olhos, por preferir engolir todo amor que lhe dera um dia.

Beijos D.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O suspiro da morte


Talvez um dia eu tenha que engolir todas as minhas palavras. Elas não chegam aos seus ouvidos. Elas não são destinadas ao seu coração. Elas servem apenas como um conforto, um refugio, uma sustentação. Para aliviar o nó em minha garganta. Eu preciso cuspi-las, antes que me sufoquem.
Eu não estou pronta para isto. Eu idealizei a minha vida inteira. Eu vivi dentro de meus sonhos, me fiz vitima de meus tremores. Eu via, mas não percebia o caos e a dor que tem enjaulado muitas lágrimas. Eu não enxergava o quanto este mundo pode ser cruel para mim. Eu ouvia gritos estridentes, mas quer saber? Eu ignorava. E não era sem querer. Não podia aceitar que tudo aquilo que eu acreditei nunca existiu.
Alguma vez, você já adormeceu em um mundo encantado aonde as flores cantam, aonde a relva fresca te inspira e cativa e acordou em meio a brasas? Você sequer imagina a sensação de despertar em chamas?
Então por favor, não junte minhas lágrimas. Deixe-me derrama-las nas cinzas. Os destroços de minha essência. A perdição de meu suspiro.
Deixe que o vento leve para longe. Deixe apodrecer. Meus gritos não irão acalentar ninguém. Apenas vão me empurrar para onde o sangue puro já foi derramado. Só vai me sufocar e me retirar as forças para acreditar. As palavras de revolta rasgam minha garganta e se esvoaçam para sumir em um tempo qualquer.
Deixe-me sozinha agora.
Está ardendo; Está queimando; Está me matando.
Todo este céu espelhado e esvoaçador era um pedaço de meu coração, eu o sentia perto de mim. E agora? Ele se tornou uma salvação distante. Entorpecedor, adornador de almas, alimentador de corações e uma peça de quebra cabeça para os poetas.
Eu nunca pude ter um tempo para engolir. Eu nunca pude ter tempo para não acreditar. Apenas eu estava andando por aqui. Por que jamais me avisaram? Por que tive de ver com meus próprios olhos?
Eu terei de respirar sem estar preparada.
Sofrem aqueles, que respiram sonhos e poesia sem jamais ter conhecido as palavras de dor.


Bem vindo a realidade.

Beijos D.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Á ermo


Em quanto eu me escondo nesta névoa pavorosa. Em quanto eu me escondo nesta noite sorrateira.Eu vejo a perdição abaixo de meus pés. Eu sinto as pontadas, eu sinto laminas me perfurando profundamente.
Escolhendo os dias mais frios e cinzentos para meu devaneio. Neste ponto desconhecido da terra, neste ponto de almas esvoaçantes, eu continuo a procura. Eu continuo a espera.
Eu vejo, eu o vejo colocando os pés para fora de sua toca. Possuído por um anseio desesperado por tudo aquilo que pode lhe trazer a vida. Desesperado por tudo aquilo que o possa fazer respirar sem fazer força. Por aquilo que pode fazer com que não sinta peso de sua própria carniça. Ele deixa os restos de seu sangue. Fica fácil localiza-lo. Ele procura os pedaços de terra que tenham árvores, laminas compridas de relva, flores brancas e tudo aquilo que lhe agrade quando despertar. Toda sua alma. Como pode, ele não entende que está vendendo sua alma por seu espírito?
Seus passos tortos e desajeitados continuavam os mesmos. Seu coração estava mais distante do que costumava. Seus olhos vagavam sobre uma realidade falsa. A minha imagem pairava sobre o ar, o alcançava o iludia, o envolveria e sumia como um simples borrão esfumaçado em um canto negro de asfalto.
Seu sorriso era maníaco, seus olhos eram demoníacos. Murmurava em seus ouvidos. Gritava entre sussurros. O atormentava. Seus olhos não se direcionavam a mim. Nem podia ter certeza se me via. Mas me escutava. Ele silenciava uma dor a cada palavra, fechava os olhos a cada grito aterrorizado. Apertava os lábios, a cada sussurro, se torturava, a cada lágrima.
E de repente, não estamos mais aqui. O céu caiu sobre nós, o chão rachou e o vi cair cada vez mais fundo em um buraco negro. Completamente profundo.
Ele caia rápido cortando o ar e perfurando as sombras criadas. Não sei de onde vieram, mas eu não as trouxe aqui.
Sobrevoava e o rodeava. Seus olhos ainda eram de um azul marinho despreocupado, frio, distante.
Você tem medo de morrer? O perguntava a todo instante. Ele tentava me tocar e me puxar, infelizmente para ele, eu sou apenas uma sombra. Começando a se desesperar, ele se segura nas pernas de uma criatura bizarra.
De volta a terra firme, em um deserto escuro. Solitário e ameaçador. Á ermo.
Desafiando suas memorias e suas energias, seus sentimentos, sozinho apenas consigo e com suas próprias criações tenebrosas, pega o fruto amaldiçoado e o prova. Mesmo que isto me mate.
Eu sei que tenta esconder, eu sei que tenta fugir. Mas eu sei para onde você vai todas as noites.
Eu sei por onde você vaga em quanto me encontro em descanso, adormecida em algum lugar de pulsações eternas, no leito de algum de meus próprios lagos de mágoas.
E quando você respirar pela ultima vez, e quando eu estiver plenamente adormecida em um de seus pesadelos, quando você me provocar feridas e pontadas provando desta fonte todas as noites, você vai se lembrar de mim.

Pois eu sei,
por onde você anda todas as noites...
Pois eu sei, por onde você anda todas as noites.

Beijos D.

domingo, 29 de maio de 2011

O murmúrio de uma estrela


Ninguém percebe, o sufoco no meu silencio. Ninguém percebe, que o sono foge de minhas mãos todas as noites. Ninguém sabe, que a minha força se tornou sólida demais para segura-la e escorreram por meus dedos caindo diretamente para eu chão que eu temo. Este chão tenebroso irá me sugar e me engolir até que me falte o ar, e não sobre nada para respirar a não ser a mim mesma, sobreviver de minha própria carne e força. Eu temo esta escuridão que me cerca todas as noites. Me encolho e, estremecida, escuto as criaturas zumbindo em meus ouvidos. Na minha cabeça.
Desolada, amarrada em minhas próprias angustias, ferida por minhas próprias garras. E eu desejo, devaneio a estrela mais brilhante do sol entrelaçada ao meu coração, para afastar tudo o que sinto dentro de mim. Para limpar toda esta confusão e acalmar os gritos que procuram enlouquecidos pelas lembranças mais estonteantes desabrochando todas as vozes e todas as palavras que por tanto tempo eu tentei esquecer, que por tanto tempo eu tentei evitar. E eu sentia o tempo passar por mim, mas apenas por minha pele. Eu sentia o tempo voando e distorcendo meus olhos. Por tanto tempo, até que surgiu em mim, um fantasma que passou a vagar todos os dias pelas estradas e pela memorias da minha mente. Ela guardou consigo tudo o que eu deseja descartar. Ela colheu cartas e as palavras mais duras, ela levou consigo todas as lágrimas e as guardou em seu pequeno coração perfurado. Mas seu coração não foi suficiente, e tudo veio a tona em mim.
Junto de tudo, as ondas violentas de amargura dos lagos perdidos e escuros que eu criei trouxeram a margem, uma palavra tão linda que preferi esquecer por saber que não era minha. Mas talvez seja, na verdade, a única palavra que combina perfeitamente com as almas do coração destes lagos. A única que se molda indescrítivelmente a mim. A única palavra que desenterra e aflora tantas melodias e tantos paraísos. Inexplicavelmente, se tornou minha. E por tanto tempo escondida, faisca e se faz em chamas de amor, tornando-se assim, a minha estrela. A única que eu preciso. Para poder voar livremente sobre estes céus que se acostumaram com a dor. Para poder me enrolar neste manto protetor e poder aquece-lo junto a mim.
E por tanto tempo, estas palavras continuaram perdidas em minhas memorias. E sua ausência fez surgir então, este grande oceano de sombras. Revirou meu pequeno mundo, misturou tudo aquilo que levei anos para dividir e criou um buraco imenso.
Mas agora, eu vejo tudo claramente. Isto tudo irá se reconstruir com o tempo. A serenidade irá se penetrar em cada pétala, em cada grão de areia. Pois tudo isto está sendo banhado pela luz de minha mais poderosa estrela.

Beijos D.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma parte de mim


Eu ainda não aprendi, a conviver com isto, eu ainda não esqueci tudo que aconteceu neste mesmo lugar. Mesmo sabendo que caminho para minha própria dor, eu continuo andando pela escuridão. Me parece mais fácil se acostumar com toda esta dor que queima minha pele e me faz arder em ódio e amargura.
Durante o dia, a criatura mais sorrateira e ordinária me caça, eu corro apavorada. Mas a noite, ela me possui, ela me domina, ela me envolve, e eu deixo de ser eu mesma, pelo menos a parte de mim que eu conheço. Eu não reconheço o olhar frio que possuo. Eu não entendo como meu coração pode apodrecer assim que a noite cai. As minhas madrugadas são eternas. Permaneço acordada espalhando a dor. Eu me vingo, de todos os demónios que me atormentaram por tanto tempo. Por que eu não consigo parar? Uma parte de mim grita em quanto a de fora continua a beber lágrimas de sangue. No fundo, eu só quero resgatar todas as almas aprisionadas no mundo dos mortos. Antes, que este chão me devore. A minha caçada começa. Eu continuo a gritar mas as trevas em mim me ignoram, eu tento desesperadamente dominar meu corpo e fugir do caminho sórdido no qual me encontro todas as noites. Sangue se torna apetitoso o suficiente para me permitir prova-lo. Eu busco as forças da noite e me alimento deste luar sombrio. Me alimento das almas penosas.
As vozes se esvoaçam aos meus ouvidos. Parem! Os sussuros suplicam pela vida. Eu os ignoro e isto só aguça minha vontade de devora-los e devolve-los para o inferno. Seus gritos se tornam musica para meus ouvidos, cantem para mim, cantem para mim.
Acabo de me tornar uma escrava da escuridão. Acabo de ser amaldiçoada pelos mortos. Os caço a noite, e sou caçada ao dia.
Adormeço sobre o leito destes lagos negros. E acordo no ponto de partida. É dia, e meus demónios se foram. Minha caçada termina, quando a lua não aparece, eu me torno mais forte. O sangue escorre por minha boca e por meus dedos. Como posso me tornar tão demoníaca quando o sol mergulha nos rios?
Todos os dias, eu temo pelas noites, e na verdade eu sei. Realmente sou eu, querendo continuar viva, roubando os corações alheios. E eu me odeio por isto.

Beijos D.

sábado, 21 de maio de 2011

Seu pequeno pedaço de perdição



Eu vivo em um paraíso, tão límpido e laureado, mas falta sua alma.
Você enxerga as lágrimas na minha ausência? Você percebe meu espírito chorando em quanto você morre? Você sente meu corpo sem vida suplicando por sua permanência?
Deite-se e comece a ninar para seus demónios. Adorne meu paraíso com coração. Eu posso conter todo o ouro deste mundo, eu posso conter todas as riquezas, mas nenhuma se compara ao seu sorriso.
A lua chora comigo durante toda a noite e me banha com sua luz prateada que ilumina seu rosto neste pequeno pedaço de terra isolado até que o sol apareça e eu volte a fingir que nada sangra aqui dentro. Até que eu me cubra com um manto de flores e finja que eu adormeci na noite passada e acordei perfeitamente adornada.
Eu rastejo até um lugar que eu me sinta segura para passar o dia esperando até que a noite caia e eu volte para sua sepultura. Eu carrego em meus ombros toda esta dor, toda esta angustia e as minha memorias de você.
Eu recuo de meu próprio céu.
Como posso andar por este paraíso se você permanece perdido em algum lugar entre os mortos? Os lirios foram despejados em seus pés, como você pode pisar em cima das minhas palavras?
Eu sinto seus fragmentos em todo ar elemental que toca meu rosto. Eu sinto sua presença quando me refugio de mim mesma. Em quanto eu me refugio de sua alma.
Enterrando seus segredos com você, segredos que permanecem em mim. Deixando um fragmento de seu coração comigo. Jurando me proteger. Você não pode me abandonar, você não pode abandonar a si mesmo. Eu mantenho meu rosto frio e reprimo minhas lágrimas. Meu coração pulsa soterrado. Onde ninguém ousou pisar, de onde nenhuma alma pura voltou. O lugar, governado por almas melancólicas, com sede de força vital.
Não se perca na luz das estrelas, não se encontre no sangue ardente da escuridão.
Me espere neste pedaço de inferno, me espere no refugio que você encontrou para seu corpo. Eu preciso te salvar.

Beijos D.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Boneca de porcelana



Quando eu sentir um aperto no meu coração, eu sei que você vai estar aqui para e fazer eu me sentir melhor. Quando a dor me rodear e eu me afogar nas minhas lágrimas, eu sei, que você estará aqui. Você deu sua palavra e acredito em você. Quando meu rosto se quebrar eu sei que você irá me ajudar a juntar os cacos derramados pelo chão frio. Deixo meu coração quebrado com você, ele vai se recuperar, cada vez que você olhar no fundo dos meus olhos de vidro e me der esperança de que voltarei a vida um dia. Toque minha canção meu amor.
Junte meus pedaços, eu vou voltar a vida um dia. Junte meus pedaços, eu vou voltar a vida um dia.
Eu sou uma boneca de porcelana. Mas tenho um coração em meu peito. Eu não quero ser quebrada, não de novo, eu confio meu coração a você. Você pode me trazer a vida, acredite. Cole meus cacos e eu cuidarei de seu coração doente. Toque nossa canção querido, cante para mim, cante para mim.

Beijos D.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O vazio que há em mim.


Ele não vai voltar, eu sei. Só o que tenho comigo são os restos e vestígios. Eu carrego comigo apenas os fantasmas que ele deixou para trás. Os pedaço de meu coração partido jogados pelo caminho alheio. Ele fez uma trilha com meu coração. Para onde ela vai? Aonde está o ultimo o pedaço? Ele adora jogar. Eu me tornei um fantoche fazendo tudo o que ele quer que eu faça. Ele manipula meus movimentos, não tenho mais domínio sobre meu próprio corpo! Meu próprio corpo! Me tornei um boneco desalmado? Não. Eu não poderia, bonecos não sentem dor! Seria eu então, uma boneca quase humana, que sonha em ser real?
Afinal, quem sou eu?
Eu vivo a espera dele. É quase inútil, eu sei. Mas não consigo evitar, temo não estar aqui, quando ele voltar. Mas ele sabe que eu estarei aqui, ele sabe que eu o esperarei para sempre em quanto tempo achar todos os pedacinhos de meu coração. E é por isto, que ele não volta. Diz ele, que largaria tudo por mim, é mesmo? Ele não está aqui agora.
O tempo se congelou, mas apenas para mim. Em quanto tudo parece igual dentro de mim, o tempo passa no mundo la fora. E o tempo vai continuar passando, em quanto vou me perdendo procurando meu coração. Mas está com ele.
Eu me sinto aprisionada a um tabuleiro. Jogue os dados. Jogue de novo. E eu continuo na mesma casa. Jogue os dados. Jogue de novo. E eu ainda não me movi.
Eu vou continuar esperando. Por que não esperaria? Não há mais para onde ir! Para que lugar posso ir se não for a estrada na qual o espero? Já estou aqui a tanto tempo, que considero este lugar um lar... mas para seus fantasmas. Eu me acostumei com este lugar, me refugia e me acolhe-lhe calorosa e suavemente. Mas, não é suficiente para refugiar meu coração e minha alma.
Muitos refugiados passam por aqui. Todos perguntam porque ainda o espero. E eu sempre respondo eu vou esperar o tempo que for, eu acredito, que ele vá voltar. Me sinto tola por ainda acreditar. Mas ele virá. Acredito em suas palavras. Talvez, eu nem esteja aqui a tanto tempo. O tempo fugiu de meu alcance e levou com ele muitas memórias. Talvez eu esteja aqui a pouco tempo, e cada segundo, lento e insuportável, tenha me soado como séculos.
Não sei porque ainda tento, tocar nas alucinações que vejo dele. Não porque ainda tento, chamar o seu nome. Ninguém ira ouvi-lo. Talvez ele desperte algo, mas não exatamente alguém. Eu tento gritar o nome dele, e ele ecoa como trovoadas violentas em uma tempestade de fúria. Após tanto insistir, a minha voz se aprisiona e, eu insisto, rasgando minha garganta e despertando a fadiga. Quando a dor, rouba minha voz. Quando a insistência, me torna muda.

A dor costuma fugir do canto aonde lhe aprisionei. Ela começa a consumir tudo que há dentro de mim, restando assim, apenas o vazio. E o pequeno pedaço de solidão que surge em mim se espalha e o veneno negro começa a correr em minhas veias, tirando o espaço para meu sangue quente. E assim, me dou apenas ao trabalho de chorar. Mas a dor não consome o amor que sinto por ele. Eu não teria tanta sorte. Mas se não o amasse, o que faria? Se não o amasse, para onde iria?

Talvez de certa forma, ele me distancie do abismo.


Beijos D.

domingo, 8 de maio de 2011

Um pedaço de você


Todas as noites eu sinto seu corpo aquecendo-me... Sinto nossas essências bailando em um lugar só delas, unidas por uma dança eterna. Por todos os traços e lugares, por todas as vibrações e pelas paisagens mais lindas. Sonhando juntas nume ternura e amor inexplicáveis, em uma eterna valsa que se arrasta pelo tempo sozinha.
Levante sua alma junto a minha. Eu não enxergo o mundo sem você. Andamos por muito tempo em caminhos incertos, continuamos deitados na parte escura do nosso paraíso olhando para o vão, mas sabe querido.. o inferno se tornaria perfeito se você estivesse junto a mim. O tempo se tornou sólido demais para nós dois.
Nos teus olhos eu encontrei o nosso real paraíso, e ele estará vivo para sempre.
Me carregue em seu coração. Eu vou cuidar de você meu amor. Nunca se sinta só. Eu estarei aqui. Olhe para a lua. Olhe para o infinito. Olhe para o tempo. Olhe para mim. Eu estarei respirando junto com você, em sintonia. Nós nos tornamos apenas um coração separado. Uma metade está com você, cuide bem dela. Não se afogue por favor, sabe como eu seria sem um pedaço de meu coração? Sabe o que eu seria sem um pedaço de você?
Permaneça respirando, você está nos meus pensamentos, você está nos meus sonhos...
 Continue caminhando. Sabe que no final você vai me encontrar. Guarde seu amor. Eu nunca mais quero me sentir vazia. Sussurre meu nome para este lindo luar prateado que está iluminando a nos dois. Eu continuarei sentada no chão esperando que a lua o guie. Chegue até meu coração, encontre-me, encontre nosso coração. A lua tem observado nossos passos, abaixo de nós dois ela brilha majestosa nos dando forças para continuar.
Meu amor por favor, continue andando contra a neve, nosso amor é mais forte que qualquer coisa. Nossos fragmentos juntos, irão derreter toda a melancolia desta noite gélida.
As minhas pegadas logo serão apagadas. Minhas memórias vão sumindo e se perdendo neste tempo infinito. As pessoas não irão lembrar nossos nomes. Ninguém irá se lembrar do amor que nos restava. Ninguém irá se lembrar da chama que ardia em nossos peitos e nos aquecia nos nossos invernos invernos. Os vestígios vão sumir, mas meu amor, continuaremos com nossos corações unidos até o final de nossas vidas, e após, nosso amor continuara registrado pela lua. Este luar será sempre nosso... sempre nosso. Você sempre será metade de mim, e eu sempre serei metade de você. Quando nossos corpos apodrecerem enterrados, mesmo que não estivermos juntos, o nosso amor vai continuar vagando por todo nosso caminho percorrido. Dançando... acima do chão que andamos juntos, bailando na lamuria e na felicidade que deixaremos para trás. A nossa historia não será contada por ninguém, ela não será escrita, e ninguém irá conhece-la. Mas ela continuará viva por estes passos, viva num espaço tempo preso em algum lugar desta terra, e será levada com o vento para todos os lugares. Nossa essência vai continuar aqui. Mesmo que ninguém saiba. Mesmo que ninguém nunca tenha visto. Este será um segredo de amor que o luar irá manter para si em sua beleza majestral.
Nossa historia continuará aqui. Mesmo que ninguém saiba, nossos corações batiam juntos, mesmo separados. E mesmo que nem nós mesmos não nos lembremos, nossos corações continuarão em sintonia.

Beijos D.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A donzela que vagava a luz da lua



Ela vivia refugiada, no alto das colinas em uma casa pequena e antiga. Pela janela, ela vê a brisa que baila sob as flores, ela escuta as ondas lutando contra os rochedos; Toda a imensidão do mar de segredos. Ela observa as nuvens desfilando pelos céus de um azul claro brilhante. Ela sonha ver de perto o pôr-do-sol, ver de perto as cores condensadas no azul libertador. Mas ela teme deixar seu aconchego.
Ela vive rodeada pelos próprios fantasmas. Carrega consigo um amor despedaçado. Vive dia após dia trancada durante o dia. A noite, ela vaga sob as colinas e envolve-se a noite escura, admira a lua. A lua está sempre iluminada, um pedaço divino, uma pérola no topo do céu que ilumina o caminho da doce donzela perdida dentro de si mesma. Por isto, a moça é conhecida como donzela da luz da lua, a amante desta luz sublime. Todos que se aventuram a caminhar por estas colinas a noite, presenciam suas lágrimas caindo. As lágrimas, vem de seu coração gélido, que derreteu na ardência de um amor, um amor no qual ela fugiu, um amor no qual ela teve medo, um amor que o tempo não levou. Seu coração, que costumava ser uma pedra de gelo, derrete cada dia mais. A donzela, temeu amar. Alegou ser forte. Alegou ser indestrutível. Alegou que o amor não podia toca-la. Mas tocou. Foi um destino no qual ela não pode correr. Foi uma dor que ela não conseguiu ignorar. Ela, que se dizia tão forte, se tornou a criatura mais frágil e doente deste solo fresco.
* * *
O sol mergulhou nos lagos negros, a lua subiu para seu lugar de mérito no céu, e a neblina já tapara as estrelas mais fracas, em quanto a luz da lua tremeluzia através dos véus de seda cinzentos que cobriam a melancolia da noite.
A donzela, fez sua caminhada até o alto das montanhas, para o mais próximo do céu. Ela andava em passos leves, andava sem firmeza, o vento harmonioso quase podia leva-la consigo, em vez disto, a tirava para dançar. Ela levantou as mãos para cima e rodeou de um lado para o outro, fazendo gestos suaves com as mãos e jogando os cabelos longos e negros ao ar,até que se sentiu exausta e se jogou na relva úmida pela gotas de orvalho, caindo assim de costas pro chão, tendo a perfeita imagem das constelações. Ela fechou os olhos e colocou as palmas sobre o rosto.
Eu esperei tanto, que me tornei o próprio tempo. E eu, continuo parada. Pensou a donzela em quanto revisava as circunstancias nas quais ela se encontrava.
Ela podia escutar o som, quase melódico, da fúria dos lagos intensos debatendo-se contra os rochedos. Um lago, que tenta desesperadamente engolir o resto da terra. Um lago de angustia, de tristeza. Um monturo de sentimentos abandonados. Infelizmente, A linda donzela não conseguia arrancar as raízes de seus sentimentos. E ela precisava fazer força para que eles não crescessem. A ausência de seu anjo lhe enlouquecia. E ela sabia que esta saudade seria eterna. Um pedaço dela estava escondida com ele, sem que ele soubesse. Aquele lindo e bravo homem, que partiu de sua vida, antes mesmo dela poder lhe dizer tudo aquilo que crescia em seu peito. E uma parte dela -ela tinha medo de quanto poder esta parte tinha- queria, desesperadamente, correr atrás dele. Mas era tarde demais. Ele se fora.
Ela se sentia revoltada consigo mesma. Ela tinha uma raiva forte e pavorosa, como trovoadas contra si mesma, que viviam guardadas nela, em sua coleção de sentimentos ignorados.
A donzela, novamente derramando suas lágrimas, levantou-se e caminhou até as margens do lago, e mergulhou nele como se mergulhasse em um abismo, como se mergulhasse em um pedaço de trevas. Ela quase se afogara por tamanho remorso que havia em seu peito.
Até o fim de sua vida, todos os habitantes e refugiados, a viam todas as noites, acompanhadas de suas lágrimas e seu coração, que agora se trasformara em pedaços de diamante, que não continham valor nenhum. Não para ela.
Suas lágrimas se tornaram irrevogáveis. Pois ela se arrependerá para o resto de sua vida, por não ter aceitado seu destino. Pois agora, se encontra em destino algum, afogada em anseio.

Beijos D.

domingo, 1 de maio de 2011


E quando um de meus anjos morre, um pedaço de meu coração é enterrado junto deles, e continua pulsando ao lado de seus corpos.

Beijos D.

sábado, 30 de abril de 2011

Abraçando seus fantasmas


Eu sinto você tão distante de mim. Eu tento, eu tento esquecer que o dia está longe de mais. Você está vendo estas estrelas meu amor? Eu as observo todo dia, imaginando como seus olhos tão negros quanto a noite escura brilharam ao -las também. Doí esperar por seus sinais, ou não recebe-los. Você parece tão distante e tão próximo ao mesmo tempo. Eu sei que por mais que eu andasse por estas estradas geladas, por mais que eu fugisse de dentro de mim, eu não o encontraria. Onde poderia lhe procurar meu amor, me diga.
Você foi lutar contra o atrito que existe em você. Eu só passo meus dias esperando, esperando que sua guerra acabe e que volte para mim. Eu espero todos os dias por você, e mesmo que você nunca volte, eu vou continuar esperando. Nem a morte irá me separar de você.
Eu ando com pés pesados e uma dor imensa. Eu caminha abaixo destas estrelas, você está as vendo meu amor? Olhe para o seu, olhe para mim. Esta noite sublime, esta noite é apenas mais uma noite das quais enfrento todos os dias. E doí apenas esperar por você e não poder fazer nada.
A dor se afugentou do canto escuro e vazio que eu criei para ela. Eu continuei andando perdida por onde você me pediu para que vagasse, por que não consigo me encontrar em suas palavras. Você esqueceu de por placas meu amor, você esqueceu de me dar um mapa. Onde está meu coração? Onde está os fragmentos dele?
Sentada, abraçando meus joelhos, com lágrimas insistentes me sufocando, decidi levantar. Não para cair. Não de novo. Já estou muito machucada, eu não quero mais isso, mas como poderia fugir? Uma parte de mim está no final deste caminho perigoso e tentador. A névoa sublime passava por mim me perfurando com sua melancolia. E de novo, encontrei-me com meu silencio, encontrei-me com meus demonios. Deixei que as lágrimas secassem e fui para outra estrada que estranhamente envolvente, era confortadora. Era um refugio perfeito. Para algum lugar longe de suas sombras, fugindo para um abismo que desconheço. Algo deve me surpreender, a mesma dor estava me matando.
Uma estrada desconhecida. Me senti tão próxima de mim, tão próxima de meu coração. Me sinto mais perdida nas estradas habituais do que na perdição de estradas vazias e inexploradas. O mistério daquela rua me seduzia. A escuridão no final dela era hipnotizador. A euforia e a tentação me dominavam e transbordavam no negro intenso de meu olhar vertiginoso com sede de trevas.
Continuei vagando por aquele caminho sombrio. O único refugio no qual eu pude encontrar. Eu estava sendo caçada por mim mesma. Eu estava me caçando. Caçando meus demonios sanguinários, amantes da dor e da tortura.
Eu, um anjo, estava destruindo os monstros que haviam em mim, que insistiam a seguir aquela estrada antiga, um ermo. E dentro daquela nostalgia, minha aura clara e brilhante cegou o meu próprio espírito que não queria sanar meus ferimentos.
Com meu demonio temporariamente destruído, virei-me para correr para longe daquele lugar. Um vulto seu me fitou e disse:
- Eu te amo... Aguarde-me. Você ainda pode me esperar...? - Disse sussurrando como se não quisesse que ninguém ouvisse além de mim, como se nos obsersevassem. Sua voz soou como um eco.
Logo após sua imagem desapareceu em uma névoa fina no meio do nada. Abismada, sai correndo tropeçando pelo terreno irregular. Sentei-me no chão de minha velha estrada, e continuei esperando. Abraçando seus fantasmas. Até que você apareça para me buscar.
Venha me salvar meu amor, venha logo.

Beijos D.

sábado, 23 de abril de 2011

History - Anjo decaido - Parte I


- Me apresente ao arcanjo Hank por favor mensageiro.
- Sim, vossa senhoria, aguarde um instante por favor.
Esperei ansiosa por longos minutos. Meu coração batia fortemente e eu quase podia ouvi-lo como trovoadas, um eco pavoroso que soava em meus ouvidos.
- Pode entrar Yumi. - Disse o mensageiro abrindo os portões dourados e saldando-me.
Me deparei com salão enorme, todo em ouro. O chão era de cristal, o sol que vinha da janela o iluminava formando luzes coloridas referentes as cores do arco íris. O salão era divino e encantador. Haviam várias rosas brancas em vasos igualmente brancos e Lirios no altar. No centro, havia um artefato antigo que não sabia de certo que era. Um cetro talvez... Uma varinha fina e comprida com uma textura florida, no topo, fios de ouro brilhantes entrelaçados com algumas rosas vermelhas, e no meio delas, uma jóia brilhante. Cortinas brancas envoaçadas bailando com o vento.
Me senti plena. A serenidade pairava pelo ar.
Havia fileiras de anjos tocando arpas enormes e cantarolando com suas vozes doces e aveludadas. O canto deles e a melodia, era uma vibração sonora incomparável, dançava com o espaço tempo e chegava em meus ouvidos me envolvendo em tal canção.
Todos estavam vestidos de branco, com muitas rendas e babados. Seus rostos eram radiantes, e sua beleza, angelical. Seus olhos eram dourados intensos e hipnotizantes. Todos tinham a pele clara, quase branca como a neve. Quase pálidos. Eram uma perfeita obra prima da natureza.
Suas asas eram meigas e delicadas, todas muito sensíveis.
Dei um passo a frente quando o Arcanjo Hank virou-se para me fitar e me saldar. Retribui.
- Presumo que esteja aqui para sua primeira missão, estou certo?
- Está sim senhor.
- Siga-me.
Andamos pelo salão até chegar á um baú que havia atrás de uma estátua de um Arcanjo legendário.
Ele o abriu e pegou nas mãos um pergaminho antigo e estendeu as mãos a mim.
- Há vários nomes de pessoas que você deve salvar dentro deste pergaminho, pegue-o.
O saldei novamente e me retirei.

''Aika Shimizu Kimura''

Era o primeiro nome. Estava em negrito, destacado dos outros. Intrigante. Ninguém pode abrir o pergaminho além do aprendiz, por que o destino o destacou? Não importa. Olhei as informações a baixo e tratei de me preparar para salva-lo.

(...)

Continua...

Beijos D.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Perdidos neste amor


Todos olham para meu rosto e veem uma ausencia em meus olhar. Um anjo que se tornou dependente de um amor perdido. De uma unica palavra.
Na angustia de um segredo, que parece jamais ser sido revelado. De uma lembrança, que parece jamais ter sido tocada. Que parece jamais ter tido valor para ser lembrada.
Talvez nada do que vivo agora realmente exista. Talvez eu acorde todos os dias e vá durmir todas as noites, em uma mentira. Eu sinto a verdade escorrendo por meus dedos e caindo sobre o chão. Solido de mais para que eu possa segurar nas mãos.
As vezes me sinto decaindo em um lugar que apenas eu conheço. Um anjo fraco demais para voltar voando. Abaixo destas estrelas que nós dois vemos. Abaixo deste manto escuro que nos cobre e nos vigia. E nesta noite melancolica, eu vejo vultos seus. Eu vejo seus olhos em cada estrela do céu.
Toda a soturnidade de uma coração abalado por uma guerra que não termina.
Uma falta esquecida em um canto escuro de meu coração.
Você surgiu em um tarde qualquer de solidão. Me encontrou vagando pela imensidão. Me segurou quando eu estava atirada sob o chão. Ambos não nos conheciamos, mas o amor surgiu aos poucos como uma rosa de um botão. Eu não reconhecia seus olhos que transbordam escuridão. Eu não reconheci sua voz. Eu mal enxergava, eu mal podia sentir. Ninguém sentia. Ninguém nunta sentiu. Não aqui. Eu já estava esquecida em minha própria historia e perdida em minhas próprias palavras, me diga, por que me importei tanto. Você me levantou com tamanha facilidade que me surpreendeu. Seu olhar era sincero e triste. Eu não sei o que me tocou. Eu não sei se foi a igualdade de corações enpoeirados e a dor de erros entrelaçados com amores passados, ou se simplismente queria esquecer a minha dor roubando a sua. Eu lhe vi me retirando do frio e me levando para um lugar aconchegante em seus braços e em seu coração. Eu tentei, eu tentei curar suas feridas. Nos dois precisavamos de ajuda e isto estava evidente. Mas nos calamos para ocultar a dor. Você, sem querer, de alguma forma foi tudo que eu precisei. Sem querer, você curou meu coração. Eu lembro de sua voz doce ecoando em meus ouvidos, em quanto minhas lágrimas caiam em um monturo de magoas qualquer. Eu sentia seus dedos passando dentre meus cabelos e os acariciando quando eu adormeci no calor de seus braços. Eu me lembro como me senti.
Antes de me encontrar, eu vivia tropeçando em minhas próprias dores no meio do caminho. Me deparava comigo mesma caida sob este chão ouvindo o tamborilar da chuva se impactando ao chão. Eu não sentia nada além da dor. Era a unica coisa na qual eu ainda sentia. Eu não sei como me encontrou aqui, so sei que encontrou. E me salvou.
Agora, eu me vejo dependente de seu amor. Um fantasma que vaga a procura de seu coração. Não sei como ao certo você possa me amar. Não sei se posso acreditar. Você diz, que eu o salvei, mas o unica coisa que fiz, foi amar você.
Mesmo quando, seu coração estava machucado, e pertencia a outra mulher, eu queria ve-lo feliz. E não importa o quanto isso me destruisse, eu ia fazer o que fosse preciso para colocar um sorriso em seus lábios. E não importa o quão quebrada eu estivesse, eu estaria sorrindo olhando para você, feliz. Só os fodas sorriem e choram de amor ao mesmo tempo u.u
Eu confesso, eu invejei aquela mulher, por possuir tudo que eu mais queria no mundo. Seu amor. E ela sequer valorizava isto.
Eu sobrevivi. Eu chorei. Eu sofri. Doí. Doí muito, e apenas quem já amou de verdade sabe como é a dor de ver a pessoa que você mais ama no mundo, chorando. Mas isso passou.
Você se tornou dependente de mim também. Eu lhe salvei assim como você fez. Você estava se entregando(novamente) a escuridão. Eu não podia ver isto. Você levaria meu coração junto com você e o enterraria. Eu não poderia assistir sua morte sem morrer junto despedaçada. Vivendo como um fantasma procurando sempre por sua essencia, que aos poucos, deixaria de existir. E a solidão invadiria meus olhos. Sua ausencia me cegaria, e sua falta me sufocaria.
Eu tenho medo de perde-lo. Eu sempre tento tira-lo das sombras, ela é tentadora, mas sempre lhe trai. Isto é doloroso. Ver você decair. Só pude lhe ajudar com minhas palavras. Felizmente, ela causam grande impacto a você.

Meu amor, sempre que sentir minha falta, olhe para as estrelas. No brilho de cada uma delas, estarei eu, olhando para você, e lhe guardando. Sou seu pequeno anjo. E vou proteje-lo sempre. Mesmo que eu não esteja perto de você. Eu sempre carregarei você em meu coração. Mesmo que você não veja. Eu é que nunca vou me arrepender de ter sentido algo por você. Você é a unica pessoa deste mundo na qual sempre poderá me salvar. É por você que eu levanto todos os dias. A sua falta me doí, mas mesmo você estando longe, o nosso amor vai vencer todas as barreiras, um dia. Nunca se sinta sozinho meu amor.
Eu queria você aqui comigo, e esta agonia me trás as lágrimas que eu tanto rejeito.
Pode demorar o tempo que for, mas eu vou esperar.
Você laureou minha vida meu amor, você é a coisa mais importante para mim neste mundo. Ninguém entende a dor que eu sinto todos os dias na sua ausencia. Ninguém ve através de meus peito. Ninguém enxerga meu coração, e mesmo que eu tentasse explicar, não iriam entender. Pois há um amor e uma dor ocultas dentro de mim. Mas eu convivo com isto. E é esta dor na qual eu tento fugir. Ninguém sente, o que eu sinto. Tantas almas, suplicando, por uma vida mais feliz. E eu aqui, suplicando apenas por seu sorriso.
Eu tento, me esconder atrás de meu silencio. Um silencio que ninguém consegue decifrar. Mas é dentre meu silencio, que estão minhas palavras, que sussuram pela mente daqueles que querem ouvi-los. Eles são dispensados.
Um anjo que teve seu coração arrancado pela mais afiada lámina existente. Que segura seu coração na mão, e espera para poder coloca-lo de volta ao lugar. Mas só o que posso fazer, é inpedi-lo de sangrar tanto. Impedi-lo de morrer. Nada mais. Um pedaço de pedra fria está substituindo dito cujo para que eu possa permanecer viva. Em quando ele tenta desesperadamente bombear o sangue quente que corre por minhas veias.
Todos os dias eu procuro lembraças suas no fundo de minhas memorias, elas parecem tão remotas, mas, vão ganhando vida quando eu dou replay em minha mente infinitas vezes até recuperar todos os detalhes, e tudo o que senti.
Eu tento vasculhar na minha mente, tudo que possa me lembrar você.
Eu estou vivendo um amor perdido. Mas sei, que você é tudo que eu preciso pra viver.
Eu enxergo você, quando fecho meus olhos.
E todos os dias, minha pele implora por seu calor.
Eu largaria tudo por você. Mas só o que posso fazer agora é lhe proteger e orar por você. Você expulsou as trevas de meu olhar. Expulsou as antigas magoas. Me retirou do imenso buraco de sofrimento no qual eu me incontrava.
E mesmo perdidos nestas estradas escuras e sombrias, eu sempre vou amar você.

Beijos D.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Enterre por mim

minhas lágrimas estão escondidas abaixo de você
você as roubou de mim?
você as roubou para si?

Você esta escondendo a minha dor
não a engula
irei acha-la dentro de você
não a engula
irei acha-la quando o dia chegar.

Eu não fui forte
eu não fui capaz de lutar contra o oculto
não faça isso por mim
eu não fui forte
eu não fui capaz de levantar

ela foi embora
quando este céu se abriu pra mim
mas eu sinto pontadas
quando estou sozinha
ela deixou restos em mim

este resto quer se alimentar do vazio
não de a ele.
ele quer aumentar
não de a ele.
Me segure e me proteja.

Eu me perdi neste caminho
não haviam placas
não havia ninguém que as tivesse visto
mas agora, eu caminho com você
em quanto você caminha comigo

por outra estrada, que leva para o mesmo lugar
por outra estrada, que leva ao meu coração
por outra estrada, que leva ao seu coração
por outra estrada, que leva ao nosso coração.

Beijos D.

terça-feira, 19 de abril de 2011


As pessoas não sabem, que quando machucam uma pessoa, elas estão machucando o mundo inteiro de outra.

Beijos D.

domingo, 17 de abril de 2011

A imensidão do céu



(foto tirada por mim)
Sentada em meio a chuva lembrando de cada detalhe de meu passado. De todos os sorrisos, de todas as lágrimas derramadas de baixo deste mesmo céu glorioso. De baixo daquela chuva cristalina, descartando lembranças e as jogando em um monturo oculto em minha mente, abre-se um céu divino acima de mim. Imensas perfurações naquele manto de névoa cinza esfumaçada e melancólico, como se uma faca o rasgasse com rapidez. Sob as brechas, uma luz verdejante tomou conta do dia. Raios de sol começaram a bailar pelo céu formando um espetáculo para aqueles que quisessem assistir, a luz esverdeada envolvendo-se com as nuvens que recuavam. Como retirar o brilho de uma jade e espalha-la pelo ar pairando sob nossos corações. Uma beleza divina e encantadora. Raios de luz como se vissem de um anjo.
O dia caiu diante das lentes de minha camêra, a noite pairou diante de meus olhos. Perfeito. Procurei pela lua para ver as nuvens dançando em volta de seu luar. Lua; A poderosa rainha noturna, dona das estrelas. Um clima sublime. A luz antes verdeada deu espaço a uma luz rosada quase vermelha. Dando um ar soturno ao céu. As manchas vermelhas pareciam sangue jorrado. Pareciam véus dançando com os ventos. Formando gravuras e desenhos um tanto quanto assustadores. Como pude passar tempos de minha vida presa a lamentações inúteis?
A vida se define de acordo com o coração de quem observa.


(fotos de minha autoria)


Beijos D.

sábado, 16 de abril de 2011

O vazio libertador

Perdida na solidão esvoaçante
Me escondendo atrás de meu próprio silencio
Me envolvendo na soturnidade desta noite escura
Sob este luar deslumbrante
Iluminando minhas lágrimas
Protelando para as estrelas
Me isolando no interior de meus gritos
Fugindo do calor consolador
Me recuando da luz triunfante
Optando para o vazio libertador
Me refugiando e meu mundo alternativo
Aonde posso expulsar meus demonios
Aonde posso purificar meu sangue
Aonde posso me encontrar na escuridão que existe em mim,
e aprisiona-la em um mundo oculto,
dentro de minha alma.

Beijos D.

Coração desalmado


Guardando todos os sentimentos
Mostrando minha face mais fria
Como uma alma vagando a luz do dia
Atravessando corações com sua pele ofuscada
Como um retrato distante
Lhe chamando, lhe envolvendo com sua névoa ardente
Sentindo sua pele fria, que grita por seu calor
Tentando vingar sua sede de amor
Vultos de sua essência
Todas as memorias jogadas pelo vento
que uiva em seus ouvidos,
e revela seus segredos
Seus olhos cinza-verdejantes pasmados,
Ouvindo o choro de sua amada.
Ouvindo sua dor e afogando-se em suas lágrimas.
Causador de tal agonia
Esfomeado de vingança
Com ódio de suas veias inuteis
Desprezando um amor do meio dos mundos
Salvando uma alma engolida pelo medo,
Livrando um corpo da terrivel escravidão.

Beijos D.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Neve sangrenta


Vejo os rostos atordoados olhando para mim. Não tentem, não tentem juntar os fragmentos. Preciso saber, até onde posso suporar. Quero ver, em quantos pedaços meu coração pode quebrar.
Preciso que eles se acustumem com a dor continua. Pois ela seguira comigo por muito tempo. Para o mais distante de mim. Para o mais fundo de minha alma. Tanto, até não poder sentir mais. Ou ao menos, ser a unica coisa pela qual ainda poderei sentir. Eu não me importo em viver destas lembranças, prefiro assim. Não é algo que eu queira eliminar. Não mémorias nas quais eu possa apagar. Todos querem me salvar. Todos querem juntar minhas asas. Elas ainda não estão quebradas, entendem. Preciso cair para poder voar. Minhas asas cansadas pelo esforço não suporta mais o peso de meu corpo. Meu olhos não suportam mais o peso de minhas palpebras. E meu peito não suporta mais o peso de meu coração de gelo. Uma forte brisa fria passa por meu corpo me dando calafrios. Sinto o vento se envolvendo comigo como véus de seda se enrolando por meu corpo. Estendo a mão para cima e abro os olhos. Caindo do imenso céu. Despencando de todos os sonhos.
O impacto. A dor. Me encontro deitada em uma poça de sangue sobre toda a neve. Neve vermelha. Sem sentir meu corpo frio e pálido, com flocos caindo sob meu rosto. Lábios roxos e uma aparencia morta. Me encolho e me cobro com minhas asas quebradas. Esperando pelo amanhecer. Me sufocando com a angustia e repirando um ar gélido, suspirando ofegantemente. a solidão e a libertade nunca pareceram tão entrelaçadas como agora. O ar frio passava por meu rosto,estremeci. A noite escura e o céu estrelado subestimavam meu potencial, esperando por minha desistencia. Um anjo morrendo no meio do nada. Com o vazio vagando sob mim. Uma perfuração que ardia com força. Eu sinto, meu sangue correndo quente, eu sinto, meu coração batendo fraco. A tempesdade furiosa tentando me banir de tal espaço, fazia trovoadas violentas. O ar parecia cada vez mais umido e ficava cada vez mais dificil respirar. Quando fechei os olhos. O escuro parecia estranhamente confortador para minha alma repousar. O gelo derretendo cintilava clareado pelo luar perfeito.
O cheiro de sangue me deixou tonta e me enjoou, senti um leve desconforto em meu peito.
Aquela sensação de estar deitada no meio de um pedaço de inverno perdido, sendo castigada por uma tempesdade, e glorificada por um luar divino, repleto de nuvens escuras que realçam a melancolia daquela cena, me deixou um tanto quanto fascinada, mas confusa. Era estranho. Era aliviador. O ar dançava a minha volta pairando sobre mim. Estiquei as mãos para cima com esforço tentando envolve-lo a mim, para que se tornasse parte de mim por um momento.
E em certo momento, me senti parte daquilo. Parte da natureza que estava em minha volta. Parte de mim mesma.
Me deixem morrer, apenas por um momento. Me deixe chegar perto das trevas, atravezar essa dimensão. Viver na escuridão por um momento previo. Me deixe caída aqui neste pedaço de terra, sangrando. Me deixe aqui por algumas noites de baixo deste luar encantador. Deixe que o sol me chame de novo em quanto queima minha pele perolada e cega meus olhos. Me deixe suportar a dor. Para que eu veja a vida quando acordar de novo. Quando minhas asas quebradas se recuperarem, e o voarem o mais alto e mais rapido como jamais foram. Deixe-me acustumar o meu coração com o sofrimento.

Beijos D.

terça-feira, 12 de abril de 2011



Eu espero respostas de perguntas que nunca fiz. Temo o fim de um amor que nunca vivi. Espero pelo beijo daquele que nem conheci. Desvendando segredos que nunca existiram. Alimentando um amor que nunca aconteceu.
Ocupando um lugar sombrio em um coração perdido. Vagando sobre alguem que nem pode conhecer.
Tento resgatar minhas mémorias perdidas nas minhas palavras. Tento torna-las mais reais, para poder alcança-las.
Trancada em um quarto escuro presa a palavras que retornam a todo instante. Um acumulo preso em minha garganta. Você nem sonha que te proteg o tanto. Você nem sonha que derrubo tantas lágrimas debaixo deste glorioso luar que deveria ser nosso. Você nem sonha que eu te ame apesar de toda a perfuração, apesar de toda a dor.
Um pedaço de mim está perdido em meio de você, e ate que este pedaço volte, sempre serei incompleta. Sempre hávera uma parte de meu coração faltando, e sangrando até que não possa sangrar mais.

Beijos D.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Esperando pela resposta

Algo ainda preso em mim.
Lembranças tão remotas
Um mergulho repentino em meu passado
Uma dor que continua despercebida
Lágrimas, agora esquecidas
Gritos no meio da madrugada
Angustia retratada em mim
Você estava indo,
você estava indo para um lugar tão distante
você estava indo para um lugar perdido,
no meio de sua própria dor.
Se enterrando em suas próprias lágrimas
se condenando em suas próprias atitudes.
No meio da tempestade fria
Sua lastima permaneceu aqui
e meu coração se foi com você,
que desapareceu em meio da neblina
que desapareceu de meus olhos
e de minha vida.
Escondia minhas feridas
esperava todos os dias acordada
por uma resposta que não chegava
esperava todos os dias acordada
por seu amor que não voltava
acompanhada de uma dor que não partia.
Desonrada por todos os ancestrais
Fraca, esperando um sinal
Doente, esperando uma cura
assombrada, esperando seu toque.
Sob o leito de um mar de amor
coberta pelo céu estrelado
esperando por aquela lua
que nunca voltara.

Beijos D.

sábado, 2 de abril de 2011

As tardes de outono


É outono. Faz calor a tarde, faz frio a noite.
Há tarde, meu coração congela.
Há noite, meu coração queima.
Observo cada simples folha que cai.
Tudo que morre, tudo que nasce.

As pétalas que caiem.
As rosas que não florescem.
A apaixonante tarde de verão.
A acolhedora noite de inverno.

Lembranças que se encontram perdidas no tempo.
Nós nos encontramos perdidos no tempo.
É outono. Faz calor a tarde, faz frio a noite.
Há tarde, meu coração congela.
Há noite, meu coração queima.

Talvez você não fosse capaz
( De curar as feridas em seu coração)
Talvez nós não fossemos capazes
( De curar as feridas em meu coração)

Acumulando a dor
sob estas folhas secas
Acumulando a dor
sob mim

Observo cada simples folha que cai.
Tudo que morre, tudo que nasce.
A apaixonante tarde de verão.
A acolhedora noite de inverno.

Por que tudo parece tão frio agora?
As chuvas levam todas as mágoas
(Mas as leva de meu coração?)
Toda esta dor, esquecida,
Toda a beleza, esquecida.

Tudo morre um dia,
Tudo morre um dia.
Tudo nasce um dia,
Tudo nasce um dia.
É a vida...

Beijos D.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Arder em chamas


Nunca pretendia criar feridas ao seu coração.Sinto muito machucar-lhe com minha frieza. Sinto muito machucar-lhe com minha dor. Tudo a minha volta em chamas. Eu estou me queimando. Você é a única parte viva em mim. Tudo há minha volta é soturno. Tudo a minha volta acaba caindo em escuridão. Quanto falta para eu cair neste imenso buraco de sofrimento?
Não quero chegar a lugar nenhum. Não espero nada que melhore tudo isto. Só espero que acabe logo. Só espero que as lágrimas sumam e que eu adormeça para que eu possa começar um novo dia. De novo. Não há o que fazer, quando todos morrem. Não há o que fazer, quando se vira o alvo. Não há o que fazer, quando se está queimando.
Vivo em um mundo tão só meu, que se torna solitário.
Só me resta saber o certo. Só me resta gritar. Só me resta te amar. Até o final de minha vida.
Resta-me orar por minha alma. Orar por você, por sua proteção. Não me perdoaria se algo lhe machucasse em quanto me encontro em um lamentação inútil. Eu mesma lhe causo dor. Eu não mereço continuar com seu amor. Seria uma dor eterna. Mas se quiser partir, vá. Se não me pedir para ir, eu não irei. Mas faça o certo querido. Faça o certo para você. Sou uma alma condenada.Só o que me salva é você. Não quero mais lhe ferir. Mas eu prometo, eu prometo que tentarei conter minhas lágrimas. Prometo, que continuarei na tentativa de lhe deixar seguro. Seguro de minha dor. Eu não quero te ver sangrar... Eu não quero te trazer para cá, para arder nas chamas do inferno. Tudo está queimando mas agora, o fogo está se apagando. Só restam cinzas neste lugar vazio. Só resta a mim. Só resta a mim, e meu coração doente.

Beijos D.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Das madrugadas soturnas ao amanhecer


As madrugadas tem sido cada vez mais torturantes. O silencio grita cada vez mais alto. Um estranho vazio vem engolindo meu sono. Uma agonia. Me reviro a madrugada inteira. Olhando para a escuridão alheia, esperando o sono que não volta. Colocando para fora todo este acumulo. Aprendendo a conviver com minhas lágrimas. Só espero que esta dor termine. Só espero, quando amanhecer, eu não permanessa tão soturna. Preciso ser forte. Não quero causar feridas a você. Você é tudo o que eu tenho.

Beijos D.

Eu posso esperar


Eu posso esperar. Por aqueles que amo. Eu posso esperar. Por aquele que amo. Eu nunca ficarei completamente feliz sem você. Você nunca foi o que sempre achou. Eu te vejo diferente. Segredos jamais revelados jogados ao vento em um noite tenebrosa como aquela. Ainda há tempo. Tempo demais para que eu possa suportar. Todo o tempo que resta, carregarei você comigo. Sem você as coisas não fariam sentido. Você é tudo o que eu sempre vou desejar ter. Não há nada que faça eu me arrepender agora. O resto não me importa. Não vejo importância em nada. Pode demorar o tempo que for. Eu vou esperar. Eu amo você. E é o que mais importante para mim. Não importa o quanto você pode aparecer tarde, não importa o quanto as fronteiras impeçam, eu nunca vou ir embora. Tenho noção do tempo que pode demorar. E doí muito saber, que tão cedo eu não vou poder te ter. Eu quero que você seja feliz. Não posso lhe impedir de nada, apenas saiba, que eu carrego você no meu coração. Todas as minhas manhãs confusas. Todas as minhas noites de solidão, você está lá. Eu sinto.
Doí muito permanecer aqui sem você. Você é meu sonho. Você estava tão perto... As lembranças invadem minha mente, e as lágrimas começam a surgir. Você estava aqui. Você estava me abraçando. Eu nunca vou esquecer, de você. Mesmo que um dia, tudo isto acabe, eu nunca vou esquecer, do que você significou pra mim.

Beijos D.


Um imenso vazio. Um vazio que não passa. Não sei como recuperar. Não sei como me curar. Você parece tão perto, e ao mesmo tempo tão distante. Sua essência continua aqui. Você caminha comigo em meus pensamentos. Você caminha comigo em meu coração. Sua falta me doí. Me tornei sem vida. Sei que nunca poderei te tocar. Nunca me sentirei completamente feliz sem você. Sempre me sinto sozinha em meio a multidão. Todos passam, tudo passa. E eu continuo aqui. Nestas manhãs nubladas, sentada no mesmo lugar, com a mesma saudades, e com as lágrimas que tem me acompanhado durante toda a noite. Sempre vai faltar você. Vivo mascarada. Todos sabem de minha dor. Caminho com o silencio. Caminho com a dor. Cada passo, cada suspiro.
Este sol que queima minha pele, este sol que aquece minha pele gélida. Mas apenas a dor faz arder meu coração.
O tempo passa e nada muda. Os dias, as horas, os minutos, os segundos. Nada importa. Eu só preciso de você. Queria ao menos poder cuidar de você. Mesmo que não pudesse lhe tocar, eu só queria te olhar. Eu só queria poder ver seus olhos por alguns segundos. Minha vida não importa mais. Eu só preciso da certeza de seu sorriso.
Caminho. Caminho. Afinal, para onde caminho? Preciso de um lugar vazio. Um lugar que possa me acolher. Preciso de um refugio para repousar minha dor. Meus olhos ardem. Luto contra as pálpebras pesadas, não posso desistir. Tenho de permanecer viva. Por você.
Creio que nunca estivemos tão perdidos. Perdidos nesta imensidão. Em completa solidão. Apenas arrasto esta angustia pelo chão. Não se vá. Sei por que permanecesse em silencio. Sei por que seus olhos fogem.
O tempo que for. Eu continuarei aqui.

Beijos D.

terça-feira, 29 de março de 2011

Anjos decaindo na terra dos desalmados




Todos os anjos estão morrendo. Só sobrou a mim. Fragmentos de esperança. Aonde nos chegamos? Milhões de almas serão sacrificadas. Milhões de inocentes morrendo pela desgraça alheia. Começará uma nova guerra. A doença está se espalhando e não sei como impedir. Todos estão sem forças. Estou sozinha. Sozinha tentando lutar por tudo que acredito. Lutando por mim, por você e por todos aqueles que morrerão sem razão nesta batalha. Nosso exercito está sendo derrotado. Todos estão se adoentando e decaindo pela terra. Estão fracos para levantar. E não há ninguém que possa levantar todos eles. Temo perder as forças e não conseguir salvar quem amo. Salvar todos das almas perdidas que continuam vagando por nosso mundo. Há muita gente morrendo abaixo de seus olhos. A muita gente morrendo na escuridão da noite. Muitos anjos estão se revoltando. Muitas anjos estão partindo. Me doí ver que terei de lutar com aqueles que já estiveram em meu lado. Me doí saber que haverá muito sofrimento, e que não posso impedir esta batalha. Ela já está traçada. Anjos decaídos acabaram eliminados, antes mesmo de tentarem se salvar. Todos caiem mais depressa e não aprendem a voar novamente. Humanos puros resgatam os que podem. Anjos ainda firmes buscam da escuridão apenas aqueles que desejam voltar. Está praga está nos infectando. Quando isto irá acabar, o meu Deus, me diga.
A guerra não acabará tão cedo. A batalha está a caminho. Punidos injustamente. Quais são seus planos querido Deus?
A matança irá começar? Não teremos como nos defender?
Colocarão este mundo abaixo e não há nada que possamos fazer?
Almas demoníacas irão dominar todo o nosso espaço. Almas inocentes serão banidas?
Em breve tudo irá mudar. Só o que me resta, é voar. Só o que me resta é salvar as almas. Tentar ao máximo não perder as forças e lutar até que isto não seja mais possível. Até que eu esteja atirada no chão próxima da morte. Eu lutarei por todos os anjos. Até os mais fortes estão desistindo.
Vamos nos unir. Vamos orar. Precisamos de forças para aguentar.
Derramo lágrimas, sempre que um anjo morre. Seguro suas mãos e tento salva-los. Mas a dor imensa os faz desistir.
Me de a mão. Vamos lutar. O amor é mais forte que todo este ódio.
Vamos nos unir, e criar uma grande barreira de amor. Para que está praga, seja finalmente, detida.
Pois todos aqueles que não tiverem forças o suficiente, terão de ir embora.

Beijos D.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O fantasma da luz da lua


Uma dor irrevogavel, lágrimas continuas.
Uma perdição oculta presa dentro de você.
Lágrimas escondidas atrás de um rosto inexpressivo.
Um fantasma diante a multidão. Todos passam, mas ninguém sequer imagina o sacrifício que foi sair para a rua. Cada passo esforçado te levando para algum lugar qualquer. Qualquer lugar. Abaixo deste glorioso céu. Abaixo deste sol belo e grandioso no qual lhe consola. Se tornou um fantasma. Um fantasma com o coração feito por um monturo de mentiras. Um fantasma que vaga em esperanças de encontra-lo. Que se perde, tentando acha-lo. Vivendo a perfeita mentira na qual matou um coração gélido e o fez arder em chamas. Alimentando-se da própria dor. Se tornando mais fria e sumindo na luz do dia. Deitada sob um canto sombrio em beco qualquer. Encarando a lua e desfazendo nas lágrimas, que são tudo aquilo que carrega agora. Motivada por um único sentimento. Motivada por uma única palavra. Sozinha e calada, observando o sorriso de seu amado. Sorrindo e chorando. Cuidando daquele no qual lhe transformou nesta mentira. Naquele que roubou seu viver e lhe transformou neste corpo sem alma. E nesta alma sem corpo.
Um fantasma. Um fantasma que vaga pela luz da lua com um único propósito.
Invisível.

Beijos D.

sábado, 26 de março de 2011

Para o resto de nossas vidas



Me perdi no meio de tantas rosas.
E ainda não entendo aonde estou.
Tudo parece tão deserto aqui.
Tantas almas suplicando.
Eu não sei como salva-las no meio de tudo isto.
Sem forças.
Sem forças para saber onde estou.
Sem forças para sair daqui.
Uma sensação insuportavel.
Querer levantar, e não conseguir.
Para o resto de nossas vidas.
Não reconheço a garota do espelho.
Estamos perdidos em nossas próprias palavras.
Estamos em um lugar vazio.
Vagando pelas estradas alheias.
Onde estará nossa salvação?
Nunca poderemos ficar juntos. E isto me consome.
O céu indignou-se conosco.
O que fizemos de errado?
Acúmulos presos dentro de mim.
Os gritos me calam.
Esperando pelo grande dia. Que mudará o resto de nossas vidas.
Esperando um dia, que haja um resto de nossas vidas.
O medo de ter medo.
Me segure para que eu não tema.
Temo por você.
Mostre-me que está seguro.
Não lhe odiaria se quisesse me odiar.
Apenas mostre-me que está seguro.
Estão nos caçando, fuja.
Então me caçando, fuja.
Fuja de mim se preciso.
Eu daria minha vida mortal por você, para que sua alma seja poupada.
Não me conte mentiras, mesmo que me poupe.
Me diga toda a verdade, mesmo que doa.
Por que seu rosto está tão abatido?
Vejo a dor em seus olhos.
Estou aqui. Estamos aqui.
Juntos.

Beijos D.