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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Tão proxima de mim


Hoje, chorei. De novo. Não, não foi por causa daquele idiota da linda voz. Não desta vez. Hoje chorei por me dar conta de que já não sabia mais pelo que chorar. Eu nunca havia parado para pensar que antes eu não chorava. Claro que já pensei. Mas não com está profundidade. Eu não entendo. Não importa o que eu faça, o mundo não gira. Fico aqui sentada, em meio a uma ventania anormal. No mesmo lugar de sempre, com as mesmas duvidas, com os mesmos sonhos, olhando para as mesmas árvores. No final. Tudo é assim, sempre foi, e sempre vai ser. Passados doloridos, presente com lembranças toscas e confusas, e um futuro, em breve, sofrido. No fundo eu sempre fui assim. Minhas mudanças não me fazem diferente de antes. Me fazem mais igual ao que eu sempre vi do mundo. Diferente, com medo, e que vive entre palavras. Confesso. Vivo palavras inúteis que no contexto se formam minhas lembranças de minha vida. Que daqui a alguns meses, acharei idiota. De novo.
Não me envergonho de carregar uma lágrima. Me envergonho de ter medo de chorar. Porque minha palavras e textos são jogadas ao ar, minha lágrimas, ao chão. Mas meu coração está aqui. E estará para sempre. Não devo temer mostra-lo. Mostrar meus sentimentos, para os outros, inútil. É muito difícil ser uma garota como eu hoje em dia. Nos tempos de hoje, lágrimas não são validas, sentimentos é coisa de criança e meus cadernos são ''diários idiotas, com esperanças bobas''. Pois eu discordo. O que seria do mundo se ninguém tivesse sentimentos para mostrar? Seria um mundo frio e melancólico.

É estranho saber que tudo mudou. Tudo muda e tudo sempre vai mudar. Mas que no fundo. Sempre fomos quem somos. Apenas não sabiamos disto.

Beijos D.

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