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terça-feira, 30 de novembro de 2010

History - Uma noite inesquecivel parte III


Parte I - Parte II - Parte III - Parte IV -

- Pode falar, mesmo que seja algo ruim, eu não vou ficar brava com você. Eu te amo.
- Seguinte, nós estamos juntos há dois meses mais ou menos não é?
- Acho que sim.
- Eu sofria muito por ficar com você há distancia; Então eu ia terminar com você para acabar com tudo de vez. Não queria ficar me desgastando.
- Não faça isso! Estamos juntos agora!
- Eu ia terminar. Só que aí eu desisti, e vim para cá. Não aguentava mais ficar longe de você. Eu te amo. E nenhuma distancia vai mudar isso. Eu só penso em você a todo momento. E talvez, a distancia não só nos faça chorar mas, se eu já tivesse te visto há muito tempo, nosso primeiro beijo não seria tão magico quanto foi. E dois meses já foi tempo demais. Vim para cá o mais rápido que pude, e vim te levar nesta festa que você queria tanto ir. Então que façamos desta noite, a melhor de nossas vidas. Uma noite inesquecivel. Você não faz ideia de como é bom ver você assim, pode te tocar... - Ele disse pegando na minha mão. Poder te beijar, e olhar nos seus olhos, poder dizer que te amo e ouvir isto de você também. Pois você é tudo o que quero agora, é a mulher que eu amo, a mulher da minha vida, e se eu não te vi-se logo, eu ia enlouquecer.
- Eu também te amo muito Dani. - Disse quase chorando.
Foi a melhor coisa do mundo ouvir tais palavras. Esta festa foi a melhor coisa que me aconteceu. Dani estava ali na minha frente, comigo, me falando estas coisas tão lindas, me olhando com um olhar sincero e amável. Estava sendo melhor do que em meus sonhos. Pois era tudo real. Palavras para eu lembrar para o resto da vida.
- Eu te amo Lindsey... Nunca se esqueça disto.
Uma lágrima caiu de meus olhos. Nunca pensei que ele falaria tudo isto. Meu sonho estava se realizando. Ele recolheu minhas lágrimas e levantou.
- Vamos dançar moça bonita? - Disse ele sorrindo e me estendendo a mão.
- Claro moço atraente. - Disse pegando na mão dele.
Fomos até a pista, estava tocando uma musica agitada. Eu nunca soube dançar muito bem, muito menos este tipo de musica. Temia dançar mal e pagar mico. Talvez fosse melhor avisar.
- Dani, eu não sei dançar.
- Não é difícil, olhe. - Disse ele me mostrando alguns passos e pedindo para repeti-los.
- Não sei não, talvez fosse melhor esperarmos outras musica.
- Se prefere assim.
- Eu vou ao toalhete e já volto meu amor.
- Está bem.
Fui caminhando lentamente até o banheiro tentando me livrar da tentação de olhar para trás e ver se ele estava me olhando ir até lá.
Entrei. Fiquei de frente para um dos espelhos em quanto lavava as mãos pensando em tudo que ele dissera. Não consegui segurar e comecei a pular de alegria. As garotas que estavam lá me olharam assustadas. Mas eu não ligava. Eu estava incrivelmente feliz e nada iria impedir isto. Apoiei as mãos sobre a pia em quanto me olhava no espelho, sorrindo. Abri minha bolsa e retoquei a maquiagem. Dei uma arrumada no cabelo e sai. Em quanto eu ia até Dani, eu o observava de longe, sentadinho me esperando, bebendo alguma coisa, se rindo. Muito fofa a expressão de felicidade que ele estava. Aquilo me deu certeza de que ele me amava.
Cheguei perto dele sorrindo. Ele sorriu de volta. De repente, uma musica lenta começou a tocar.
- E esta musica? Dança comigo?
- Claro que sim Dani.
De mãos dadas, fomos-de novo- até a pista. Todos os casais começavam a se formar e a dançar lentamente. Ele colocou a mão em minha cintura, eu coloquei no ombro dele, e a outras de mão dadas para cima, igual como se dança valsa. Apoiei a cabeça sob seu peito e fechei os olhos. Apenas fiquei sentindo sua pele e dançando. Ouvindo aquela linda musica. Me sentia tão plena... Tão protegida...

De repente, percebo que ele fica um pouco chateado, decepcionado, não sei. Mas fez uma cara de tristeza.

- Dani o que ouve? Não está gostando de estar aqui?

Continua...

Beijos D.

domingo, 28 de novembro de 2010

History - Uma noite inesquecivel parte II


Parte I - Parte II - Parte III - Parte IV -

Continuei andando e procurando por ele. Talvez ele nem estivesse lá ainda. Estava vindo de outra cidade, então iria demorar para que ele chegasse. Fui tentando passar, havia muita gente mesmo, era difícil de caminhar. Fui até o balcão e pedi uma bebida. Então liguei para ele.
- Oi Dani, aonde você está?
- Eu estou quase chegando. Você já está na festa?
- Já.
- Então me espere meu amor, estou quase aí.
Minha aflição ficou maior. Faltava muito pouco para vê-lo. Finalmente, chegaria a noite mais desejada de minha vida, eu esperei muito por este momento. De ver Dani pessoalmente, ali, na minha frente, para que eu possa beija-lo. Comecei então a lembrar de como havia sido difícil superar tudo sem ele por perto, e de todas as lágrimas que derramei por querer que ele estivesse ao meu lado.

Bebi rapidinho o que restava em meu copo, e sai dali, fiquei na porta esperando. Ainda era dia devido ao horário de verão, mais uns minutos já seria noite.

Em quando eu olhava para a estrada esperando por ele, ouvi um sussurro e alguém dando beijo bem de leve em meu pescoço, me virei, era Dani. Minha respiração falhou, fiquei sem ar por alguns momento, senti aquela leve sensação estranha que todos nos sentimos quando estamos apaixonados, eu estava tremendo, minhas pernas estavam bambas,e eu não consegui falar nada, só consegui sorrir.
- Oi Lindsey, atrasei? - Disse ele com um jeito que me deixou louca.
Nem respondi, fui correndo para os braços dele, o abracei bem forte. Coloquei uma mão em seu pescoço e outra em seus cabelo. Uma lágrima desceu de meu rosto. Enfim, uma lágrima de felicidade.

O larguei e sorri engolindo lágrimas, meus olhos brilhavam, era o melhor momento de minha vida.
- Está chorando? - Ele disse sorrindo.
- Eu estou muito feliz em te ver.
- Eu também.
Ele foi se aproximando devagar, até que seus lábios tocaram os meus, foi um momento magico. Então, nos beijamos. Ali, no meio da rua, no por-do-sol.
O beijo tão esperado estava ali, e por um momento, eu me esqueci de tudo, de todos, dos problemas, até esqueci que ele só ficaria ali por uma noite. Por mim, eu ficava ali para sempre, era a melhor sensação beijar a pessoa que você mais ama no mundo.
Em quanto nos beijávamos, fui acariciando o cabelo dele.Em quanto nossas bocas se tocavam, nos éramos um só. Duas almas em um amor.
Ficamos ali por um tempão. Quando nos soltamos, já era de noite. A lua estava linda lá no céu. Lua cheia.
Nós sorrimos e nos olhamos. Tudo que eu sempre sonhei estava acontecendo. Ele sorrindo e me olhando com um olhar apaixonante.
Ele era realmente lindo. Mais do que eu imaginava. Só o via pela web can do computador e por fotos. Ele era moreno, olhos verdes, pele bem clara, quase pálida. Eu acho que ele não era moreno de verdade, morenos quase nunca tem olhos claros. Mas havia ficado lindo nele.
- Vamos entrar?
- Vamos. - Demorei para responder, eu estava hipnotizada por seus olhos. Já é noite. Acho que perdemos a hora. - Sorri.
- É uma noite linda. Tão linda quanto você. - O peguei pela gole e lhe dei um selinho demoado após ele dizer isto.

Entramos na festa com dificuldade, se antes tinha muita gente, agora tinha o dobro. Sentamos em uma mesa para dois, na qual havia uma rosa vermelha. Dani a tiro do vaso e me entregou. dizendo:
- Uma flor para a garota mais linda desta festa.
- Um agradecimento para o garoto que eu mais amo.
Ele pegou na minha mão e ficou algum tempo me olhando.
- Eu tenho que te dizer uma coisa...
- Fale... - Disse com medo do que poderia ser.
- Bem Lindsey...

Continua...

Beijos D.

sábado, 27 de novembro de 2010

History - Uma noite inesquecivel parte I


Parte I - Parte II - Parte III - Parte IV -

Meu nome é Lindsey, tenho 17 anos e vou contar como foi a melhor noite da minha vida. Eu amava um garoto chamado Daniel, o Dani. Eu namorava com ele virtualmente e já não aguentava mais ficar longe dele. Acordava todos os dias querendo vê-lo. Eu tinha muitos problemas em casa com minha mãe, minha melhor amiga havia tentando beijar meu ex namorado o Guilherme e ainda me disse coisas horríveis depois. Não somos mais amigas. Estou praticamente sozinha no mundo. Só tenho o Dani. Passo horas no computador teclando com ele e fico muito triste quando ele não entra no notebook dele. A vida dele é perfeita, tem os pais super compreensivos e liberais, muitas garotas lindas que sonham em namora-lo e muitos amigos. Porém, ele é apaixonado por mim. Que moro em outra cidade. Nosso sonho é um de nós se mudar de cidade para agente namorar e depois de um tempo casar se der tudo certo. Ele quer que eu me mude, já que não tenho nada aqui mesmo. Mas eu não tenho coragem.

Certo dia, ele me ligou e disse que viria para cá, e me convidou para ir há uma festa aqui da cidade na qual havia comentado com ele que queria ir, mas não sozinha. Fiquei muito ansiosa até o dia da festa. Mas ainda faltava duas semanas. Eu peguei um calendário e coloquei na minha cabeceira. Todo dia quando eu acordava, eu riscava um dia. Praticamente contava as horas para vê-lo. Pois ele era tudo que me importava no momento. Tentava me distrair nestas duas semanas, mas não pensava em mais nada fora a festa. Eu não via a hora de beija-lo, de fazer carinho nele, e o abraçar muito forte. Não via a hora de ver aqueles lindos olhos verdes olhando bem fundo nos meus olhos.
Na faculdade, eu fazia tudo muito rápido e com euforia para que o dia acabasse logo. Assim seria menos um dia para a festa. Porém, as vezes esquecia completamente de tudo e ficava imaginando como seria. Assim, levei várias advertências. Um dia antes da festa eu liguei para ele muito feliz e morrendo de nervosismo, querendo muito que a noite caísse e que amanhecesse.
- Oi, Dani?
- Oi Lindsey! Como é bom ouvir sua voz.
- Também é muito bom ouvir a sua.
- Dani, te amo.
- Eu também te amo. E muito. Não vejo a hora de pegar o onibus e ir para aquela festa com você.

- Eu também. Eu estou contando as horas para te ver.
- Eu também meu amor, eu também.

- Dani... Diz que me ama? Pessoalmente?

- Claro que sim Lindsey, eu já iria fazer isto mesmo que você não pedisse.

Ficamos conversando por horas. Até que quando dei por mim, já era quase madrugada. Desliguei o celular, e fui dormir. Porém, o sono não vinha. A ansiedade era muita. Quando acordei de manhã, dei um pulo da cama, e com muita felicidade risquei o dia da festa no meu calendario.

Eu estava tão ansiosa que comecei a me arrumar as 14:20 da tarde. Fui para o banho, demorei quase uma hora. Fui para o quarto e experimentei milhões de combinações de roupas, até achar a melhor. Coloquei um vestido preto brilhante e um sapato preto muito bonito, com o salto não tão alto por que iria dançar a noite inteira. Fui para frente do espelho e liguei o secador, usei, e logo após a chapinha. Fiquei muito tempo arrumando o cabelo. Depois peguei minha caixa de maquiagens e começei a me maquiar. Vendo que eu não estava conseguindo uma make bonita, tirei o vestido, coloquei um jens e uma camisa e fui para o salão, isto umas 16:30.

Fiquei muito tempo por lá. Fiz a maquiagem, as unhas, esfoliação, hidratação nos cabelos e um penteado lindo. Muito melhor do que eu havia feito em casa. Gastei fortunas lá, mas valia a pena. Eu iria encontrar o amor da minha vida, eu tinha que estar perfeita.
Sai de lá as 19:10, fui para casa, vesti o vestido, o sapato, coloquei brincos, um anel de prata, e um colar escrito love. Peguei minha bolsa e coloquei as coisas dentro, chaves, maquiagem, dinheiro, celular, alguns cicletes e etc. Fui para o banheiro, escovei os dentes até eles ficarem devidamente brancos. Dei uma olhada rápida no espelho de corpo inteiro da sala para ver se estava tudo ok, e chamei o taxi.

Ele chegou depressa, eu entrei nele e liguei para o Dani:

- Já estou saindo de casa. - Falei sorrindo.
- Eu já sai faz tempo - Ele deu uma risadinha. Já estou quase chegando.

Deliguei o celular e dei um sorriso que mal cabia no rosto. Eu estava muito feliz. E muito nervosa também. Quando o taxi chegou, eu desci , paguei e entrei na festa, havia muita gente, tentei localizar o Dani.

Continua...


Beijos D.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A morte de um mudo


Hoje de manhã, eu acordei-bem tarde-, coloquei o fone de ouvidos e fui para a rua sentar na grama e olhar para o céu como de costume. Estava tudo embarrado, e úmido, pois havia chovido no dia anterior. Quase escorregando, sentei-me na grama de baixo da minha árvore. Na qual me molhava as vezes com as gotas de água que caiam de suas folhas. Quando de repente, eu olhei para o lado, e vi um lindo passarinho azul celeste, morto. Fiquei espantada e voltei para dentro. Deite-me na cama e fiquei imaginando como deveria ser a vida deste passarinho em quanto ele era vivo. E como seria se ele não estivesse morto.

Me vesti, peguei minha bolsa, e sai porta a fora. Fiquei caminhando, e meus pensamentos não se desviavam daquele passarinho. Morrer em um dia chuvoso e tedioso deve ser muito assustador. Depois de um tempo, conclui que a morte dele não deveria passar em vão. Voltei para casa, peguei uma pá, e comecei a cavar em uma parte sem grama de meu quintal. Quando já estava cavado o suficiente para ele, o peguei com um plástico e o coloquei dentro do buraco de terra.

Antes de cobri lo com terra, aonde ele ficaria para sempre, fiquei imaginando que, antes de morrer, ele tinha uma vida que nem agente. Ele fora criado pelos pais, aprendeu a voar, saiu voando alegre por ai vivendo sua liberdade, alegrando as pessoas com seu lindo canto-apesar de nem todo mundo estar acordado para isto-. Ele era muito lindo. Muitas garotinhas deviam vê-lo passando e abrir um belo sorriso. Imaginando um sonho, um mundo lindo. Sim, era mais uma beleza do mundo desperdiçada.

O cobri com terra, colhi uma rosa branca de meu quintal -tenho muitas flores e árvores no quintal- e coloquei sob a terra fofa. E na ponta, uma flor roxa, no lugar aonde deveria ficar o túmulo. Eu estava escutando uma musica linda no MP3, daquelas que dão vontade de chorar.

Me ajoelhei naquela terra molhada pela chuva, e orei pela alma daquele lindo bichano. E no momento, o céu nublado e incrivelmente negro, abriu, e o sol bateu direto em minha direção.


E é assim, que aprendemos a apreciar a simplicidade da vida.



(foto do enterro)

Beijos D.

Você vive no meu mundo de pensamentos

Por mais que eu evite você continua aqui. Mesmo que você vá embora, você continua vivo dentro de mim. E não consigo fazer você morrer do meu mundo.
Você sempre continua aqui. Você continua no meu mundo ideal, e não aguento mais te ver nele. Pois você se foi, encontra-lo na minha mente, me da saudades. Saudades de sua voz, saudade de seu olhar, de seu jeito. Tenho saudade de tudo em você. Pois você foi a melhor coisa que me aconteceu. Pelo menos em quanto você estava aqui.

Você nunca vai embora de minha mente. No mundo real, aonde você deveria permanecer comigo, você me abandona. Era tudo mentira? Tudo o que você falou sobre me amar, e sempre estar ao meu lado? Talvez você nem ligasse para mim. Talvez eu era uma estranha qualquer para você.
Mas no meu conto de fadas não é assim. É inútil ter um, mas eu não consigo evitar.

Passo mal cada vez que te encontro em meus sonhos. Desmorono toda vez que me pego lembrando de suas juras. Principalmente as de amor, quando me disse que nunca me abandonaria. E você não cumpriu. Eu sei que é exigir amor para sempre, é muito, mas você foi embora sem aviso. Do nada. E nem disse por que.

Quando estava com você, me sentia protegida. Agora que você se foi, me sinto fraca.

Volte. Eu preciso de você. Só alguns segundos, depois você pode seguir seu rumo. Você pode não merecer. Mas faço isso por mim. Não por você.

Ou apenas me de um motivo. Prometo que depois eu vou embora. Só quero entender.

Beijos D.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

History - No alto da montanha, um coração perdido.


- Eu te amo. - Disse a garota sorridente.
- Não você não me ama. - Disse o garoto com um ar sério.
- Por que está dizendo isto? Não acredita em mim?
- Eu acredito. Mas não é verdade. Você pensa que me ama.
- E como pode ter certeza disto?
- Eu sei. Um dia, você passará por mim e nem olhará para minha cara.
- Não, eu nunca varia isto. Eu iria lhe abraçar com muita força.
- Isso é o que você diz agora.
- Por que você duvida tanto? Você não me ama?
- Não. Eu gosto de você.
A garota que estava deitada, levantou-se e sentou-se ao lado dele em cima daquela toalha de piquenique e olhou seria para ele. Ficou apenas olhando. Até que uma lágrima desceu de seu rosto. O garoto quando viu aquela lágrima, sentou-se também, olhou no fundo dos olhos dela e disse:
- Não fique assim. Um dia você entenderá o que eu estou dizendo.
Ele recolheu a lágrima dela e ficou alguns segundos observando a beleza da garota. Ela estava frustrada com o que acabará de ouvir, ela não entendia nada. Ele se sentia culpado por ter feito a garota chorar, mas tinha certeza do que estava falando.
- Se prefere assim, se prefere viver em um sonho, eu também te amo.
A garota sorriu e o abraçou. Ela lhe deu um beijo. O mais longo e apaixonado que já dera. Os dois ficaram ali, terminando o piquenique até que a noite caiu. Os dois deitaram e ela apoiou a cabeça sobre o peito do garoto. Eles ficaram apenas admirado as estrelas e passaram uma noite linda. O garoto a levou para casa. Quando ele foi embora, ela se trancou no quarto e ficou repensando tudo o que ele dissera. Ela ficou triste por ele ter dito que apenas gostava dela, e que ela não o amava. Mas ficou feliz pelo dia em que eles tiveram juntos, e por no mínimo ele gostar dela. Acabou que ela ignorou o que ele disse, e foi dormir muito feliz.
O garoto por sua vez, quando chegou em casa, deitou-se na cama e ficou pensando em como a garota deveria estar, que talvez ela ainda estivesse engolindo tais palavras, mas teve certeza de que iria ser melhor para ela, que soubesse desde o inicio.

Os dias foram passando e a garota nem lembrava mais do que ele havia lhe dito. Todos os dias, os dois se viam e trocavam beijos e abraços. Ambos muito felizes. Porém, o garoto continuava pensando que ela estava criando um sonho, e que ela não o amava, e que ele apenas gostava muito dela. Que não chegava a ser amor.

Eles ficaram neste romance por muito tempo, até que o tempo passou e o amor foi sumindo. Assim os dois concluíram que não estava dando certo e terminaram.

Os dois ficaram muito tempo sem se ver, ela já estava com um namorado.

Os dois se esbarraram em uma lancheira, e como ele havia dito, ela nem olhou para a cara dele. Quando ela estava prestes a ir embora, ele pegou de leve no braço dela e disse.
- Eu disse que você não me amava.
A garota ficou meio confusa, mas depois lembrou-se dele.
- Mas eu te amei.
- Não, você não amou. Você gostou de mim. Se você tivesse me amado, você no mínimo gostaria de mim para sempre. O verdadeiro amor, nunca é assim, nunca some do nada. Um pouquinho sempre resta. E como eu disse, você nem olhou na minha cara.
A garota parou, e pensou por algum tempo. Até que disse:
- Talvez você tenha razão, mas o que eu sentia por você era muito forte.
- Você estava apaixonada. Mas não estava amando.

Fim.

Esta é a primeira de muitas historias que irei postar-porém, serão bem maiores -. Espero que tenham gostado.
Beijos D.

Coração de vidro


Por que somos tão frágeis quando o assunto é amor? Por que algumas palavras doem mais que uma sessão de tortura? Eu não entendo por a vida -e a dor- giram em torno do amor. Com tantas coisas difíceis na vida, aquela que mais nos derrota é justo o amor. Algo que não é tão simples de resolver. E não vem nem com manual de instruções. Algumas palavras ficam entaladas em nossa garganta querendo sair, não a galinha do almoço, não o chiclete, mas as palavras. Palavras nas quais você escutou, ou que você formulou e elas querem sair. É incrível o jeito que o amor muda as pessoas, é incrível como ele nos faz querer gritar o nome de alguém para todo mundo ouvir, mas normalmente, a timidez vence e você até tenta gritar, mas não consegue. Nosso coração se quebra muito fácil. Um coração de vidro. E quando todos os caquinhos estão ao chão, agente tenta colar tudo, mas ele nunca voltara a ser como era antes. Não se não for super bem esquentado com fogo. As vezes, ficamos até com medo de quebra-lo. O amor faz nos ficarmos sozinhas e solitárias mesmo com muitas pessoas em volta, mesmo com amigos e pessoas queridas. Faz você querer fugir, faz você procurar um canto para se esconder, faz você tentar viver de lembranças, e faz seu coração passar fome ; faz você delirar. Por que não são as provas, o irmão chato, os pais... qualquer coisa, mas tem que ser justo o amor? Poderíamos ser fracas em outra coisa, mas não. Foi justo o coração escolhido para ser seu ponto fraco.

Beijos D.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Vida, não me ignore


É difícil entender por que dois corações apaixonados, apesar de fazerem tudo para estar perto um do outro, não conseguem isto. É como se a vida insistisse em me ignorar. Em dizer que eu não mereço felicidade. Parece que a distancia só aumenta a cada dia que passa. Apesar de eu saber que você continua no mesmo lugar. Por mais que eu corra, por mais que eu tente, não consigo sair do lugar. Todos os meus dias de dor, meus dias de alegria e meus dias de tédio, fossem apagados. É como se eu fosse um nada. Como se minha vida estivesse ali há diante e eu não conseguisse busca-la. As vezes até esqueço quem sou. Esqueço de meus valores e esqueço de tudo a minha volta. Menos você. Apenas de saber que você está muito perto, você parece estar muito longe.
Ontem, eu fui para o pátio como de costume com meu mp3. Sentei-me na grama escorada em uma árvore. Tirei os sapatos puxei a baia da calça para cima para que não sujasse, e fiquei ali. Todos os meus dias são resumidos em musicas de baixo daquela árvore, textos que escrevo e acabo jogando fora, pensamentos frustrados e internet. Ontem porém, fiz algo diferente. Invadi o quintal do meu vizinho. Sim, eu invadi, e não estava nem ai. Meu pátio é muito grande, mas o dele é maior. No meu pátio já havia derramado muitas lágrimas, então quis fazer algo diferente. Subi mais as calça e fiquei andando por lá, de pés descalços. Tentei tirar alguma energia do solo que me ajudasse, talvez aquela energia tivesse um poder curativo capaz de cicatrizar feridas do coração. Peguei a mangueira e molhei tudo. Fiz um poça de lama. Eu estava com tanta vontade de fazer algo diferente, algo que me purificasse, sabem o que eu fiz? Isso mesmo... Eu pulei lá dentro. Fiquei um tempão me divertindo naquela poça de lama. Depois passei a mangueira sobre mim para tirar todo aquele barro. Minhas roupas estavam imundas, meu cabelo.... bem, melhor nem falar sobre ele.
Mas de certa forma, apesar de viver no limite tentando inovar meu dia, faltava algo dentro de mim. Você. Você não faz ideia de como sua voz faz eu me sentir segura. Você não sabe como é ter que sobreviver de lembranças, e de esperanças. Tudo que eu queria era um sinal de vida seu. Não que você estivesse sumido, mas estava sumido de meus olhos. Queria poder te enxergar, queria muito poder te tocar e ter certeza de que você é real, que você é aquele meu anjo da guarda que prometeu ser.
Voltei para meu pátio, estava tudo igual como sempre foi e sempre será. A árvore, minha companheira de todas as fases de minha vida, as plantações nas quais eu dedicava o meu dia cuidando. Por que nunca muda? Por que nada nunca muda? Eu sempre tenho que ficar aqui. Igual como ontem e igual como serei amanhã. Por que por mais que eu tente, não consigo escrever minha vida. Por que nunca consigo fazer um texto supostamente feliz? Eu nunca fico feliz por mais de um instante. Eu sempre acabo tentando saber quem sou, o que quero além de você, e aonde isso vai dar. As vezes, tento acabar com tudo de uma vez. Mas eu desisto. Eu desisto no momento em que recebo um sms seu dizendo que me ama. Desisto no momento em que me lembro de tudo o que você falou. Até mesmo no dia em você disse que eu tinha medo de ser feliz. Aquelas palavras me machucam até hoje. Nunca consegui entender por que eu tenho tal medo. E também por que você se sente abandonado. Eu tento. Juro que tento, te encontrar no meio da multidão. mas nunca consigo. É como se o destino conspirasse contra nós. Eu corro contra tudo e contra todos, mas nunca encontro você, talvez porque eu não saiba exatamente onde você está, ou talvez por nem sei mais quem eu sou.

Beijos D.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Os pais.


As vezes, os pais não se acostumam com a ideia de que crescemos.

Realmente, não consigo entender o que passa na mente deles. Pensam que ainda somos crianças e nos tratam como se não tivesemos vida também, e como se não tivesemos pessoas em que gostamos muito e não queremos nos distanciar.
É muito difícil entender por que eles tomam as decisões por nós e acham que não temos capacidade de tomar nossas próprias decisões e fazer o que achamos certo! Me da tanta raiva quando eles não sabem o que se passa em nossas cabeças e mesmo assim fazem as coisas achando que não vai ter diferença para nós. Quando na verdade, faz toda a diferença.
Decidem tudo como se ainda fossemos crianças, e como se não tivesemos direito de opinar, a vida é nossa, não tem como eles saberem o que sentimos e o que realmente queremos. E quando falamos para eles, pensam que é aquele 'EU QUEROOO' de criança.
Quando na verdade a irresponsabilidade nem é nossa, nossos pais fazem de tudo para que eles se sintam melhor em horarios e etc. Tomam atitudes desgovernadas daquelas de adolescentes e tiram nossa felicidade fazendo o que eles acham que é melhor para nós. Mais eles sabem o que queremos? Não!
Fico com muita raiva de pensar nisso tudo e principalmente que meus pais não são maduros o suficiente para fazer o certo. As vezes, sinto que não sou eu a adolecente da casa. Estão tão cegos com suas próprias necessidades que esquecem que tambem temos sentimentos e que uma unica atitude pode arruinar nossas vidas.

Beijos D.

domingo, 21 de novembro de 2010

Apenas cinco minutos


Em cinco minutos muita coisa pode acontecer. Alguém pode ir embora para nunca mais voltar. Alguém pode voltar de um lugar distante. Alguém pode se apaixonar. Alguém pode dizer palavras que irão ferir seu coração e farão você desmoronar. Alguém pode beijar a pessoa que você ama na sua frente. Alguém pode roubar seu fôlego. Alguém pode lhe dizer 'eu te amo'.

Em cinco minutos muita coisa pode acontecer. Coisas que te levarão para o céu, e coisas que farão você chorar. Mas em há coisas, não bastam cinco minutos para serem feitas. Não bastam cinco minutos para engolir as palavras mais duras que se pode ouvir; 'eu não te amo'. Não bastam cinco minutos para esquecer alguém. Não bastam cinco minutos para a dor passar.

Mas basta apenas cinco minutos para mim. Cinco minutos para olhar no fundo de seus olhos e falar lindas palavras. Apenas cinco minutos para lhe abraçar com toda a força. Para você fazer carinho em meus cabelos e eu dizer que preciso de você, colocando minha cabeça sob seu peito. Apenas cinco minutos para tocar em sua pele e acariciar seu rosto, tocar teus lábios. Cinco minutos para te ter em meus braços. Basta apenas cinco minutos...

Beijos D.

Morrer viva


Você irá aprisionar sua alma na ausência de amor.
Mesmo rodeada de pessoas, sempre vai haver um vazio dentro de você.
Você vai correr. Mas depois vai se dar conta que ainda está parada. Vai se aprisionar nas sombras. Vai ficar só. O silêncio irá lhe torturar e castigar-lhe.
A absoluta solidão irá lhe enlouquecer. Você vai tentar gritar. Mas não irá escutar se quer um som. A única coisa que ouvirá será o eco de seus pensamentos.
Você vai imaginar coisas surreais. Vai se encolher.
Uma lágrima irá descer de seu rosto e congelar no imenso friu. Uma lágrima cristalina.
Sua respiração abafada irá esquentar um pouco o ar gelado.
Estará completamente perdida, afogada em um mar negro. Seu coração irá queimar e seus olhos irão arder. Você ficará pálida.
Você tentará soquear a parede e seus punhos irão sangrar. Cada segundo irá parecer séculos.
Não conseguirá pensar em nada além de frases sombrias. Você sentirá uma energia maligna.
Você tentará ouvir seu coração. Você olhará em volta e não verá absolutamente nada. É como se o medo lhe cegasse.
Você ficara sem forças, fragilizada como um pássaro com asas machucadas.
Você fechará seus olhos e tentará dormir. Mas o medo lhe impedirá de adormecer. Você temerá não estar segura se não estiver atenta. Vai temer ser perseguida em quanto dorme.
A dor sufocará seu coração, e sua respiração falhará.
Estará abalada demais para chorar, e apavorada demais para correr.
Você ficará desesperada e a adrenalina subirá em seu sangue.
Estará fraca demais. Mas você não irá exitar. Vai tentar fugir para o mais longe possível. Até descobrir que não há como fugir. Pois tudo se acumulou dentro de você.
Você acabará desistindo. A escuridão lhe silenciará.
E você irá implorar para morrer.
Pois o que estará passando é como morrer viva. Ver a morte sem morrer.

Beijos D.

sábado, 20 de novembro de 2010

Não exite


Eu não entendo por que, mas mesmo querendo que esteja aqui, lhe dou a entender que não ligo. Mesmo querendo falar com você, mesmo querendo ouvir sua voz, não atendo o celular. Sua voz é linda e sempre me faz voar, não entendo por que tento evita-la.
Quando estou sozinha, preciso de você aqui. E quando estou ao seu lado. Eu fico muito estranha e preciso me afastar.
Tenho medo de me arrepender, e sempre corro risco de perde-lo. Nunca lhe disse, mas quando fico com raiva e tenho vontade de te bater, não sou eu. É meu medo. Ignore. Não exite em me beijar. Tire meu ar.

Quando eu fugir, corra atrás. Eu não fujo por que quero. E sim por pensar que é melhor. Talvez meu medo absurdo de te amar. De começar um romance tudo de novo. Medo de sofrer. Mas saiba, que apesar de eu sempre recuar, sempre quero estar com você. Apesar de virar a cara, sempre quero lhe beijar.Quando viro as costas, quero mesmo é lhe abraçar, e nem mesma eu entendo isto.

Mesmo te amando. Penso em me afastar e me isolo. Encontro refugio em meu quarto. Tento ficar apenas lendo livros e ouvindo musicas. Mas mesmo que eu tente evitar, você sempre está em meus pensamentos. Sempre que vou dormir, após passar horas me perguntando o por que disto, eu sonho com você. E nada resolve, nem mesmo passar a noite em claro, pois vou sonhar com você igual. Vou sonhar acordada.

Por isto. Ignore. Sempre que eu desligar o telefone na sua cara, ligue novo. Não se espante. Eu sou assim. Uma garota esquisita cheia de traumas e medos. Aquela na qual você deve salvar.

Beijos D.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Distance from you


Muitas vezes, eu quis pegar uma mala e sair correndo. Ir para o mais longe possível aonde ninguém poderia me encontrar. Muitas vezes, tentei me isolar. Mas agora, consegui superar algumas coisas, consegui acreditar em mim mesma. Tirar as soluções de dentro de mim. Está não é uma decisão que eu possa voltar atrás. Não é algo que eu possa decidir do dia para noite. Já cansei de não dormir tentando achar a solução. Tentando ver o que é melhor para mim. Depois de tanto sofrer, tudo o que eu quero agora é fugir. Sempre foi. Até eu ser obrigada a isto. Preciso de você comigo. Mas também preciso que você mantenha distancia. É algo que não consigo explicar. Sei que vou sofrer se ir. Mas também sei que vou sofrer se ficar. Quaisquer que seja minha decisão, vou chorar. Não importa que destino minha vida tome. Sempre haverá algo faltando. Muitas perguntas passam sobre minha cabeça o tempo inteiro. Isto está me enlouquecendo. Deito-me, fecho os olhos e tento visualizar as opções. As duas boas. As duas ruins.

Fugir e nunca mais ser vista é uma proposta tentadora. Ontem, não consegui dormir com tantas coisas em minha mente. Já estava amanhecendo. Fui até a rua e fiquei observando. O sol se refletia em minhas lágrimas. O vento passava, e eu sentia friu. Mas já não me importava. Colhi uma rosa e fiquei muito tempo a admirando. Por que não podia ser fácil? Por que nada por ser simples?

Talvez, quando estiver pegando minha mala e indo embora para nunca mais voltar, eu me arrependa. Pois seu rosto ficaria gravado em minha memoria há todo instante. Lembro-me de quando lhe contei da possibilidade. E você chorou; Chorou até não poder mais. Você e os outros. Tenho cartas das pessoas que mais amo guardadas em minha mochila. Cartas nas quais desabafaram. Minhas amigas que sempre estiveram comigo, sempre me ajudaram a fazer a coisa certa. Sempre com partilharam a pouca alegria que lhes resta depois de decepções. Na hora em que mais precisava, vocês estavam lá. Todos. As alegrias e as lágrimas lacraram aquilo que chamamos de amizade.

Se eu fosse, eu poderia criar uma vida nova. Deixas todas as lágrimas para trás era tudo que eu queria. Talvez fosse a oportunidade perfeita. Um lugar distante, onde ninguém poderia me encontrar, e um recomeço. Eu poderia mudar. Ser diferente. Ter uma nova chance de vida. Conheceria pessoas que não iriam fazer ideia de quem sou, mas depois, com o tempo, me conheceriam exatamente como sou. Talvez a historia lá, fosse melhor. Nunca é tarde para começar um novo texto. Difícil mesmo, é salvar um antigo. Numa terra distante, um lugar lindo, a minha vida seria diferente. Eu apagaria tudo de minha mente. Não que eu estivesse desperdiçando lembranças, mas não posso viver delas. Principalmente se são ruins.

Se eu ficasse, continuaria com você, com elas, tudo como sempre foi. Continuariamos nossa luta rumo a felicidade. Uma estrada difícil mas não impossível. Poderia te abraçar e sugar todo seu amor para mim. Fazer o mesmo caminho de sempre para escola. Começar sempre um novo dia. Sorrindo e me divertindo com vocês. Nenhuma das lembranças que tenho foram em vão. Todas serviram de alguma forma para formar o que sou agora.

J. e N. eu sentiria muito sua falta. Somos amigas desde de criancinhas. Crescemos e amadurecemos juntas. Cometemos erros, estivemos em situação dificieis, amamos. E eu sempre pude contar com você. Você sempre esteve do meu lado. Nossas risadinhas na sala de aula e até aquelas conversas nas quais nos acabávamos chorando. Quando você me dava a mão e dizia que tudo iria dar certo. Como você sempre me confortava, e como as vezes você chegava super feliz e começava a contar tudo o que aconteceu com um lindo sorriso no rosto. Ou quando chegava chorando e vinha me abraçar. Quando me ligava dizendo que algo horrível havia acontecido ou simplesmente ligava para falar sobre cabelos e maquiagens. As madrugadas que passávamos conversando sobre tudo. E como agente ia até o fim pela outra.

Eu vou ou iria sentir muita saudade de tudo isto. Se eu for, nunca vou esquecer de como eu te viciei em ler textos de amor, e hoje em dia até temos este blog com muitos deles. Um blog que se tornou nosso refugio. Que se tornou um lugar para os corações machucados. Eu adoro o jeito como você é alegre e expontania. Desculpe pelas vezes que te xinguei. Eu sempre estava cansada e triste e descontava tudo em você. E você nem ligava, simplesmente me abraçava. Eu adoro nossas conversas sobre quem amamos e sobre a vida que temos normalmente no msn. Conversa que dura horas. Eu realmente não sei o que fazer. Ir vai ser ótimo. Fugir é o que toda garota pensa em fazer sempre. Mas não posso abandonar as pessoas que amo. Principalmente aquele alguém. Eu não suportaria ter de partir. E não suportaria os ver chorar. Talvez eu devesse ficar. Mas também tenho medo de dizer que não quero ir, que prefiro minha antiga vida. Tenho medo de meu pai ficar triste. Ele estava tão feliz. Contando com isso... Mas não só por ele. Tenho medo de estar perdendo uma grande oportunidade. Uma que talvez não tenha nunca mais. Tenho medo de me arrepender de não ter mudado de vida quando pude. De ter continuado aqui. Como sempre foi. E que talvez, sempre vá ser. Estou completamente confusa e cansada, chego a estar psicologicamente doente. Mas já cansei de estar confusa cansada e psicologicamente doente. D:

Beijos D.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Logo de manhã



O amor nem sempre é ruim.
Logo de manhã, eu estava sonhando com você. Provavelmente com um sorriso bobo no rosto. De repente acordo de um sonho para outro. O celular toca, e seu nome aparece nele. O sol que bate em meu rosto queima meus olhos, e brilha. A janela aberta e o céu azul lá fora, um dia lindo. Um perfeito sonho. Atendo o celular e escuto a voz mais doce e deliciosa que se pode ouvir logo de manhã. A sinfonia de sua voz dizendo que tem saudades com o canto dos pássaros suave e feliz. Você é o único que faz eu viver na nuvens deste jeito, flutuar e ir ao além aonde eu nunca fui antes. De me fazer sonhar acordada e me fazer acreditar que tudo realmente é um sonho. Mas você é real. Lindo, gentil, amoroso, carinhoso, romântico, e real. De repente, o amor serve para algo a não ser nos fazer chorar. Ouvir um 'eu te amo' seu logo de manhã é a melhor sensação que uma adolescente depressiva como eu pode ter, depois de receber um beijo seu no momento de mais carência. Um eu te amo seu me fez sorrir o resto do dia. No amor, o ato mais simples faz você respirar profundamente e sorrir logo após, sem acreditar que tudo aquilo pode, realmente, ser verdade. As coisas mais simples faz você deitar na cama e ficar horas pensando nele. Ouvir sua voz após estar sonhando, me fez refletir, o que é ser feliz? Ser feliz é isso. Apreciar tudo, e desfrutar de tudo que possa te fazer sorrir. Acordar de um sonho para uma realidade exatamente igual. Isto é o que muitas garotas buscam, e falo orgulhosamente, agora, eu estou muito feliz. Já sofri muito, já derramei muitas lágrimas, mas isto cura tudo. Sorrir é o melhor remédio. Mal conseguia falar no telefone, pois fiquei hipnotizada, fiquei apenas ouvindo sua linda voz. Sorrindo. Eu senti uma paz gigante neste momento. Como se eu não precisasse de mais nada naquele momento. Meu coração estava satisfeito. Depois de desligar o telefone, quase sem ar, voltei a respirar, fechei os olhos e fiquei lembrando dos detalhes de seu rosto. E de teus olhos que brilhavam em quanto me olhavam na ultima vez que nos vimos. Pensei que um momento de felicidade assim nunca chegaria em meu coração. Depois de muitas lágrimas, eu merecia algo assim. Meu quarto tão vaziou e solitário, estava tão harmonioso. Apenas na luz do sol, a janela aberta até em cima, possível assim ver toda a paisagem. Uma linda paisagem. Eu te amo.. É só o que quero te dizer agora. Nem tenho palavras para explicar como fiquei sonhando, dentro de um sonho chamado realidade. Nem sempre o amor é tão cruel... Esta era uma parte dele que eu desconhecia, mas adorei conhecer.

Desfrutar a alegria do ato mais simples, fechar os olhos, sonhar, dizer que o ama, e sentir o ar tocar em seu rosto e ouvir com atenção os pássaros, olhar pela janela e saber que você é a coisa certa e ter certeza de que estão juntos. Isto é ser feliz. Mesmo que seja só por um momento. Mesmo que acabe. Aproveite. Sinta a brisa. O abrace o mais forte que puder. Não poupe beijos, perca o fôlego, encoste suavemente seu rosto no dele. Se salve.

Beijos D.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tentando aceitar


Me perdoe por ser idiota. Me perdoe por não saber amar. Me perdoe por errar aonde não deveria haver erros. Me perdoe por não conseguir viver padrões. Eu realmente não consigo acreditar que te amo. Sempre que tento te esquecer da um nó em minha cabeça, e por mais que você desapareça de minha vida por alguns dias ou semanas, sempre volta. Talvez, o verdadeiro amor nunca morra. Mas por que você? Por que não ele, ou aquele? Por que logo você?

Eu ainda tento me acostumar com a ideia. Me impressiono ao perceber que e não conseguiria te perder. Então me perdoe por as vezes que tentei te ignorar ou tentei fazer de conta que não te amo. Me perdoe por não aceitar o fato de te querer aqui. Eu sempre faço tudo errado, mas você é tudo que eu preciso agora. Me desculpe. Agora me afogo em lágrimas percebendo tudo que eu fiz, e mais ainda por você não ter ficado bravo. Por ter ficado quieto. Chorando. Eu sinto muito, eu sou idiota, e você não poderia ter se apaixonado por pessoa pior. Eu tento me isolar para tudo na minha cabeça se esclarecer, e assim você fica solitário. Eu acabo deixando você de lado, para te entender. É uma nova realidade para mim. Já te amo há muito tempo. Mas só agora percebi que eu não posso fugir, e que não me perdoaria nunca se você fosse e eu não tivesse feito nada para impedir, nunca me perdoaria por não ter te dito tudo isto. E me arrependeria de todas as vezes que evitei dizer que te amo. Só o que quero agora é te abraçar com toda a força e ter certeza de que você foi feito para mim. Pois por muito tempo tentei não acreditar em tudo isto. Mas tenha certeza de uma coisa. SEM VOCÊ EU NÃO VIVERIA.

Beijos D.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Me procurando em meio a lágrimas


Nem eu mesma me entendo. Não consigo me concentrar em nada. Não consigo ficar muito tempo fazendo a mesma coisa. Do nada me da uma imensa vontade de ir para a rua respirar. Ficar muito tempo a toa, apenas admirando o céu, e a paisagem. Não entendo por que não gosto de sentar na frente. Em nada. No carro, na sala de aula, no ónibus...

Eu não consigo me entender. Posso estar em qualquer lugar, mas nunca estou aonde realmente me encontro. Me escondo diante de minha própria sombra.

Não entendo porque as vezes me da vontade de te espancar. Do nada.

Não consigo entender por que sem motivo nenhum, quero chorar. Não entendo porque, as vezes, quero sorrir. Não consigo ficar em casa. É um lugar tão triste e vazio, apesar de tem muita gente. Saio de casa a toa, apenas para andar, ouvido musica, como sempre. Andar por ai sem rumo, apenas pensando e tentando perceber aonde eu errei, ou no que.

Não consigo entender minha imensa vontade de me jogar na cama e de não sair de lá nunca mais. Não consigo fazer mais nada. Apenas ficar parada pensando. Minha vida está basicamente em pensamentos e palavras, nas quais sempre tento colocar em contexto dentro de meus cadernos. Meus cadernos cheios de frases nas sob capas e textos depressivos dentro.

Eu não entendo por que não consigo agir como as pessoas normais, é como se algo estive sempre de mim tentando sair e eu não consegui-se liberta-la e ela ficasse se acumulando aqui dentro e me engasgando. Me torturando e se debatendo tentando sair.

Fico com vontade de chorar o tempo inteiro, sem motivo concreto, e nada faz muito sentido. É como se eu estivesse no lugar errado. Como se não me encaixasse e não me reconhecesse. No fundo acho que eu nunca me conheci.

As vezes me perco em meio a minha própria escuridão. Me perco no meio da noite. No meio de um olhar torto. Me sinto como se eu fosse vapor, como se eu não existisse de verdade. Como se eu tocasse nas coisas e minha mão atravessasse as coisas. E como se quando eu tentasse te tocar, eu não conseguisse. E como se você sumisse no meio de energias negras formadas por mim. Como se eu não conseguisse nada que pudesse te segurar.

Beijos D.